ENCARNAÇÃO? UMA NOVA VIDA NA TERRA NÃO FICA MELHOR?

Um neurologista e psiquiatra amigo meu me falou durante uma conversa sobre reencarnação: Mas como eu poderia ser responsável por algo que alguém fez há séculos lá atrás!

Para muitas pessoas é muito difícil compreender como funciona a interligação entre as vidas terrenas que cada um tem e o que acontece entre uma e outra, mesmo com boa vontade.

Reencarnação é um termo desgastado para muitos, sem atrativo, e para outros um conceito logo descartado, então que tal passarmos a usar o termo “Uma nova vida terrena”?

Já outros partem da premissa errado de que cada “vida” se inicia com o nascimento e se finda com a morte.

Premissa totalmente errada, pois não privilegiaria a boa índole, o bom censo e o enobrecimento da raça humana, e sim estimularia o viver até exaurir-se em tudo que desse prazer terreno imediato, incluindo aí a usufruição de toda sorte de vícios.

“Até hoje não se conhece nada que provoque no cérebro um aumento tão grande de dopamina, o neurotransmissor que regula a sensação de bem estar como o crack e, devido a isto, com poucas experiências, o mecanismo cerebral responsável pelo sistema de recompensa passa a registrá-lo como a fonte mais intensa de prazer.” Fonte: Clinica Greenwood e National Institute on Drug Abuse

Ora se a Vida fosse apenas este interstício entre o nascimento e a morte seria justificável esta opção do crack, pois ele seria o caminho mais curto para o imenso prazer usufruído na vida terrena, mas o fato de termos um inibidor de autoproteção ou de sobrevivência, que nos mantém bem longe desta droga, nos dá prova de que existe algo mais que nos inibe à entrega total.
 
Valeria a lei do mais forte acabando por propiciar o embrutecimento automático do ser humano, pois a busca da satisfação destes atrativos seria muito mais rápida e até racional pelo crime, ao invés de ficar estudando dezenas de anos para ter uma vida melhor, materialmente falando, ou uma família para chamar de sua.

Passei pela droga no meu período de busca por respostas e esclarecimento às minhas angustias íntimas da adolescência, e apesar de as sofreguidões serem enormes, o meu instinto de autopreservação sempre falou mais alto e me afastou delas. Então existe algo mais do que o nascer e morrer.

Outros acham que a vida se inicia com o nascimento e se perpetua a partir da morte para destinos já certos, de forma simplista, como céu ou inferno ou o tal do purgatório, meio fora de moda, mas este conceito vai contra a lei da física, pois como algo que tem inicio pode se tornar infinito?

Este conceito não se encaixa em nada existente na natureza, então não deve ser diferente com o ser humano.

Se algo é eterno da eternidade veio e nada que tem inicio assim pode se tornar. É puro pensamento lógico.

E para outros nunca houve um convencimento, ou pelo desgaste já dito da palavra “reencarnação”, ou que não se interessam mais pelo assunto, mas é um erro e perdem muito com isso, pois, vejamos:

Que a nossa existência não se inicia com o nascimento não é difícil de supor, pois, se assim fosse, todos teríamos que nascer em igualdade de condições, tanto com relação ao mundo material, assim como, principalmente, aos sentimentos anímicos que já trazemos dentro de nós e que, para muitos, já são insuportáveis desde a adolescência.

O mundo seria totalmente injusto se assim fosse, ou seja, que a vida começasse “zerada” com o nascimento terreno.

Não haveria a mínima justiça, pois tem irmãos, em uma mesma família, que para tudo se dão bem e outros que em tudo é a maior dificuldade.

O mundo é perfeito, Veja as orbitas dos planetas, dos sóis, das galáxias, dos cometas, tudo é milimetricamente pontual, tanto no micro como no macrocosmo.

O ciclo das águas, as correntes marítimas, as correntes de ar, a reprodução de aves que ocorre depois de viagens de milhares de quilômetros, todo ano, tudo é exato para fornecer o frescor, a beleza e o revigoramento da natureza e do planeta que, por culpa nossa, está chegando ao seu esgotamento, sem capacidade de se autorecuperar.

Mas deixe a natureza vinte anos intocada e você vai ver como ela já se recupera e volta ao seu pleno equilíbrio.

O termo milenarmente usado de “vida” dá um conceito incompleto nos dias atuais e foi ele quem levou à dificuldade de muitos entenderem de como funciona a ligação “deste período terreno atual” com dezenas de outros já tidos anteriormente.

E é tão simples como colocar um terno e tirar, continuamos o mesmo, ou quase.
Se o colocarmos para receber uma premiação, seremos diferentes quando o tirarmos.
Se o colocamos para recebermos um diploma ou uma promoção, seremos diferentes quando o tirarmos.
Se o colocarmos para casar seremos diferentes quando o tirarmos.
Se o colocarmos para ouvir uma sentença judicial sairemos diferentes depois.

E em cada vida é mais ou menos igual, só que o uso do “terno” é por uns setenta, oitenta anos em média, e sairemos mais doutores e mais leves na arte de viver, em cada uma delas, ou mais pesados e ignorantes com a falta deste saber.

E com isto mais emaranhado nas teias do destino e com a necessidade de mais incontáveis vidas tortuosas em função desta ignorância e com isso mais sofrimentos e tropeços em encarnações, opa, períodos terrenos futuras.

O sofrimento ocorre em face de se ir “batendo” contra as leis divinas até então desconhecidas e hoje totalmente esclarecidas por Abdruschin em sua obra “Na Luz da Verdade.”

Sem o conhecimento de como funciona estas leis, que podemos chamar também como leis da natureza, e que comandam a nossa vida vivemos como “tronco em enchente” batendo em tudo e sem sabermos aonde iremos parar.

Não é só a maldade que leva a sofrimento futuros, mas também a ignorância que leva ao erro e com ele o emaranhamento nas mós destas leis.

Mesmo na lei terrena sabe-se que o desconhecimento da lei não isenta ninguém da culpa e não é diferente com as leis divinas ou, mais uma vez, da natureza.

Diz-se acertadamente “a vida é uma escola” e escolas podem ser para o bem ou para o mal e o meio termo, neste caso, também nã ajuda em nada. Nestes dois últimos casos “jogou-se a vida fora.”

E assim como aqui na Terra temos regiões mais prazerosas e outras mais inóspitas, lá, sem o ‘paletó’, também as temos, e o que vai determinar o destino de cada um de nós lá foram as nossas ações, decisões, pensamentos e sentimentos que tivemos aqui.

“Estas obras”, portanto, podem nos levar a lugares que podem ser infinitamente benfazejos ou lugares infinitamente tormentosos.

O céu, o inferno? Que assim seja, pois ou serão bons ou serão ruins.

O “termo certo de citar cada vida tida aqui deveria ser: “Este pequeno período terreno da minha vida ou, “nesta parte terrena que estou tendo agora na minha vida.

Pois nós não temos uma vida terrena, temos um período terreno e sim uma vida única com períodos terrenos subseqüentes a outros e com intervalos em que ficamos em outra dimensão da matéria onde impera a igual espécie de cada um, onde o corpo é chamado de alma.

Quando vestidos do “terno”, “do corpo”, estamos sempre, também, com a nossa alma que já existe desde os primórdios, é a nossa essência que não muda, só se transforma de acordo com os nossos sentimentos, pensamentos e ações, e passará a ser o corpo principal sempre que abandonarmos o corpo terreno.

Nós temos uma existência única de vida, sempre com a mesma alma, esta não muda só se altera de acordo com as nossas opções, tanto para o bem como para o mal e de tempos em tempos vestimos um novo corpo terreno nela para novas vivências e possibilidades de evolução.

Em cada uma destas estadas aqui podemos mudar o nosso destino, não só o desta vida, mas, principalmente, mudar o cursor do mundo espiritual indo para um lugar mais benfazejo lá e assim também uma futura vida melhor aqui, na próxima vinda, ou para um destino mais tortuoso lá e uma vida mais atormentada quando para aqui voltarmos.

Uma coisa sempre estará ligada à outra. Não tem como virmos para uma boa estada aqui se viemos de um lugar ruim lá. O que deveremos aproveitar é esta estada aqui, onde tudo se mistura e onde podemos fazer comparações e escolhas e melhorarmos, o que é mais difícil de acontecer lá.

Lá impera o “resultado” das escolhas principais que fizemos aqui.

A nossa vida é intercalada entre períodos na matéria grosseira e períodos na matéria fina, invisível a nós enquanto estamos aqui.

Estes termos, de “matéria fina” e “matéria grosseira” são usados por Abdruschin em sua obra “Na Luz da Verdade” e onde o leitor poderá se aprofundar em mais esclarecimentos, caso tenha interesse no que estamos falando.

Já no “O Livro do Juízo Final”, de Roselis Von Sass, a escritora cita que um egiptólogo decifrou um hieróglifo que dizia:

“Vemos diante de nós um invólucro humano que de chofre e para sempre foi abandonado por um ser invisível.”

Nós não morremos, nós abandonamos o corpo.e passamos a viver lá com a nossa alma que um dia voltará e ter um novo período terreno.

Um dia poderemos voltar ao assunto só devemos complementar com o seguinte:

O corpo vai se alterando de acordo com a idade, mas a alma não.

Está só se altera de acordo com as nossas mudanças intimas.

E conforme as mudanças nós podemos nos tornar mais leves e, portanto irmos para lugares mais leves, pacíficos  e luminosos após abandonarmos o atual corpo, ou se a carregamos com sentimentos e opções negativas se tornará pesada e automaticamente irá para regiões mais escuras e atormentadas.

A opção sempre será nossa.

‘A felicidade é muito fácil de ser obtida do que tantos imaginam. A humanidade só tem de conhecer, antes de mais nada, as leis que residem na Criação. Se viver de acordo com elas, terá de se tornar feliz’. Abdruschin em Na Luz da Verdade - www.graal.org.br