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A PENA DE MORTE A PARTIR DO RIO DE JANEIRO

Caros, esta é a versão reescrita.

UM GRITO NO CARNAVAL
 
Precisamos urgentemente da pena de morte no Brasil, eu estou convencido disso. Mas, como eu posso querer institucionalizar o que me causa náusea, não por causa dos pescoços quebrados ou arrancados pela corda da forca e sim porque a sociedade humana se iguala na barbárie dos violentos na tentativa de extirpar de si a doença que ela própria criou.
Chegamos à Democracia onde o povo elege os seus representantes e eles, em nome desse povo, cuidam para que a Sociedade evolua sem ameaças a sua integridade física e moral. ( - Viram? - Que lindo! )
Mas, então, por que não funciona? Simplesmente porque o Sistema Democrático elege pessoas doentes para a Democracia: são os usurpadores do poder, uma vez eleitos, apropriam-se indebitamente do Poder que lhes foi outorgado e passam a defender os seus interesses pessoais ou de grupos, os mais diversos, inclusive os mais perversos - que canibalizam e predam a Sociedade visando o acúmulo desmesurado de bens e mais poder.
Essas pessoas estão escamoteadas dentro de uma classe específica e têm a preferência por atuarem no Poder Legislativo, mas, sentem-se à vontade no Executivo e no Judiciário, de onde semeiam suas sementes doentias que resultam no que vemos hoje atingindo a Sociedade de maneira brutal em diversas cidades, mais notoriamente no Rio de Janeiro e São Paulo.
Eles invertem e subvertem a ordem maior que é a preservação da vida do cidadão e o cidadão já não reage porque foram “imbecilizados”, nas palavras de uma cidadã Carioca, ou como diz uma outra educadora, estão em tão baixo grau de consciência que não acordam mais nem para morrer. Eles estão destruindo a Democracia e permitindo que a barbárie sobrepuje a todos os valores morais mais elevados que vimos conquistando e descambe na brutalidade, na violência, no canibalismo social.
Eu não quero a morte da Democracia, eu quero a morte dos doentes que usurpam o poder, mas, não quero a morte que quebra pescoços, porque até mesmos os mais doentes ainda poderão ter cura, desde que longe do comando da Sociedade.
A pena de morte que eu defendo para o Brasil é a pena de morte preventiva: criar mecanismos que permitam identificar os doentes que se escamoteiam entre homens mais evoluídos para obterem o voto que lhes outorga o poder, antes do tililim das urnas.
Como fazer isso se as novas Leis passam pela mão deles? Mal elegemos os novos políticos e os Cientistas Políticos já vêm à mídia nos tirar a esperança de alguma mudança que resulte em evolução social porque nos garantem que, mesmos aqueles que chegaram lá levados pelos ideais que representam verdadeiramente a sociedade, logo são contaminados e cooptados para as fileiras dos comandantes do horror.
A seleção prévia de homens com serviços de valor real para a evolução do homem prestados à sociedade, por exemplo, têm que ser aprovada por eles. Fariam isso sem a interferência contundente daqueles que delegam a eles o poder? Não acredito. Basta observarmos o pensamento dos lideres partidários, com o que se preocupam nos bastidores, não diante das câmeras. Fora delas aprovam leis que favorecem aos criminosos, na China o Governo faz passar pelo cérebro dos traficantes uma bala que a família do infeliz tem que pagar, no Brasil, criam Direitos Humanos que se aplicam aos bandidos e os libertam mais cedo para que voltem a dilacerar a Sociedade. A quem eles estão servindo? Estatisticamente sabemos que há homens de consciência mais elevada até mesmo entre os políticos, mas, temos que correr rapidamente antes sejam contaminados por aqueles que tão bem sabemos ver quem são pelo fruto que produzem, e auxilia-los, dando-lhes suporte popular para que introduzam mudanças urgentes e necessárias para sanar esse defeito da Democracia. Eles mesmos, se quiserem se manter íntegros, que peçam ajuda à Sociedade, peçam suporte popular: nós que os elegemos saberemos auxilia-los. Está na hora de criarmos mecanismos de defesa social com esse fim. Não é tarefa fácil, mas, se continuarmos elegendo a doença, a doença tomará conta de nós e a barbárie que vemos no Rio de Janeiro e em São Paulo, logo será banal pelo país.
O Rio foi ao fundo do poço com o atual sistema, por que não nascer daí uma nova consciência? O Brasil precisa. Mas, não transformem mais esse sacrifício humano em correntes de oração ou nome de Rua; Deus não desce a Terra senão pela nossa consciência. Nós delegamos poderes aos Políticos, aos Governantes, logo, a responsabilidade por esse estado de involução social é deles! Acompanhemos as atitudes e as  reações dos políticos, as decisões que vão tomar, as leis que vão mudar ( não para botar na cadeia mais cedo os mais jovens, mas para sanar a nossa Democracia e não permitir aos doentes que subam ao poder ). Observemos a quem eles servem. Perguntemo-nos o porquê de o Governo permitir essa violência toda.
Acorda Rio, acorda São Paulo, se não morreremos dormindo... Devorados pelos monstros que estamos elegendo. Eu vou continuar observando os nossos representantes legais e vendo que frutos caem dos seus galhos... E você, o que fará?
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 09/02/2007
Reeditado em 13/02/2007
Código do texto: T375134

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 61 anos
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