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*** COM REI ROBERTO CARLOS EM ALTO MAR (Crônica por Xico Sá) ***
xicosa@uol.com.br
 
     Nada mais emocionante do que um cruzeiro com o Rei Roberto. Estive outro dia nesse passeio e queria dividir com você esse momento lindo.
     É uma daquelas coisas que vale a pena fazer na vida. Vale o sacrifício. Vale até comer apenas arroz e ovo, como faz muita gente para comprar um carrinho zero.
     Vale fazer como o primo do Crato, Jerônimo. O cara passou um ano inteiro comendo apenas asa de frango. Comeu tanta asa que anda por aí levitando até agora. Mas realizou o seu intento: comprar uma moto.
     Passear com Roberto Carlos em alto mar, só no luxo, vale muito mais a pena. Isso sim é que é ser classe C de respeito. Melhor que o periguetismo da Suellen, o colosso da novela das nove.
     Pense na emoção da patroa, ali naquele clima romântico em pleno Oceano Atlântico. Mesmo que o amigo seja casado desde o Gênesis será capaz de fazer amor como um casal adolescente de 18 anos. Um verdadeiro milagre.
     O rei entorna ali a perna dele, a perna natural, e você já fica calibrado para a noite romântica.
     Depois com um cruzeiro com o rei, amigo, a digníssima vai te perdoar por todos os defeitos, por todas as pisadas de bola, por todos os saltos de cerca esse esporte olímpico tão brasileiro. Vai por mim, meu camarada, é tiro e queda.
     Quer fazer um investimento que vai valer o seu sucesso até que a morte os separe? Vai por mim, seja logo a data da próxima partida do navio e cai no mar com a dona encrenca. Nunca mais ela fechara a cara, nunca mais será aquela chata. Depois de uma excursão com o rei, meu prezado, pode até mancha de batom na cueca.
     Sim, amigo, estive com o rei Roberto. Sua majestade está muito bem, obrigado, praticamente livre do seu TOC, o transtorno obsessivo compulsivo que tanto perturbou o seu juízo. Era uma doença pesada. Esse tipo de coisa não é frescura. A gente fica maníaco com algumas coisas. Para ter a ideia, o cantor não podia ver nada que fosse preto ou marrom por perto. Nem as caixas de som do seu show. Agora tudo isso está mais leve.
     Isso não é mais segredo, mas fiquei impressionado, ao vê-lo de perto, como o rei faz uma chapinha besta para eliminar os caracóis dos seus cabelos. Pense. Faz e assume.
     As coroas vão à loucura quando Roberto aparece. As lindas vovós gritam histéricas como as mais gasguitas das ninfetas.
 
** As canções que eu fiz pra você,
cada um delas tem os seus detalhes.
Você inda é minha mulher pequena,
eu te proponho te mandar flores.
Sei que se diverte com outro cabeludo,
eu inda te amo como na primeira vez,
e por isso outra vez, eu estou aqui.
Sou sim o seu uno amor à moda antiga,
se algum dia, eu chorei ou sorri.
Posso dizer que emoções, eu vivi,
agora aceita a minha proposta: Volta.
Nós temos amor de coração pra coração,
você inda é minha linda mulher de 40.
Vamos passear no nosso cadillac
e depois ir a uma festa de arromba
na casa do mano tremendão...
Volta; o nosso amor não pode ter fim... **
 
     O importante é que emoções eu vivi. Vá por mim, amigo, leve a sua patroa nessa aventura. Eu sai de lá remoçado. E olhe que estava a trabalho. No oficio de cronista.
     Deixe de ser sovino, muquirana, pirangueiro, mão de vaca. Faça bonito com aquela que tanto aguenta as suas feiuras diárias.
 
Xico Sá.
 
Fonte: AQUI/DF
Brasília, segunda-feira, 23 de julho de 2012 – Nº 2.325 - Pág - 12

Comentários meus:
 
     ** Grande cronista essa parte não faz parte do seu texto original **, como eu também sou fã do Rei da jovem e velha guarda não pude me conter, eu fiz esses versinhos, espero não ter desvirtuado a sua crônica.      
     Meus parabéns, deste que aqui o amigo chegou neste jornal tô lendo todas as suas crônicas, você ver o nosso cotidiano como outros olhos. Parabéns!!!

 
XICO SÁ
Enviado por JOSÉ APRÍGIO DA SILVA em 23/07/2012
Reeditado em 25/07/2012
Código do texto: T3793814
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOSÉ APRÍGIO DA SILVA
Ceilândia - Distrito Federal - Brasil, 61 anos
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JOSÉ APRÍGIO DA SILVA