O FILME "ALÉM DA VIDA"  DE CLINT EASTWOOD

No filme “ALÉM DA VIDA”  de Clint Eastwood, um dos melhores, mas pouco conhecido, é abordado experiências de quase morte ou pós morte de três personagens que acabam se interligando.
 
O que mais chama a atenção é o caso de um menino que perde seu irmão, um pouco mais velho, que era o seu protetor e melhor amigo, e passa a procurar na internet para ir atrás depois pessoalmente, alguma fonte espiritual que o colocasse em contanto com o irmão.
 
E nesta busca o que ele encontra de embusteiro pelo caminho é brincadeira e, como a vida imita a arte, estas praticas são absolutamente reflexos do que ocorre na realidade para quem está procurando a verdade das coisas ou o “porquê” de algum sofrimento tido.
 
O menino é muito intuitivo e não cai na conversa de nenhum dos picaretas e vai seguindo a sua busca.
 
Este fato de “ocorrer tantos embusteiros” é resultado da indolência que o ser humano adquiriu ao longo de milênios dando sempre a terceiros a responsabilidade da sua vida espiritual e da busca dos esclarecimentos.
 
Ficou só com a lida material e esqueceu-se do principal já que na eternidade do tempo a nossa pequena vida, que seja de oitenta anos, não significa nada.
 
Com esse hábito difundido é claro que surgiu com o tempo os maiores disparates como as orações compradas, os perdões de pecados dados por pecadores maiores ainda, as compras de lugares no céu e os dízimos cobrados com a exploração do medo, os falsos profetas, os leitores de futuro etc.
 
Só para se ter um exemplo: Quando surgiu a idéia do purgatório, ai pelo século XII, houve uma alavancagem sem precedentes no patrimônio da Igreja, pois junto com este advento pregou-se que a permanência de algum parente lá poderia ser reduzida dependendo muito das atitudes dos parentes vivos, que poderiam ser com as suas rezas compradas ou donativos, tanto em espécie ou em patrimonio.
 
Portanto quando alguém se aventura em busca de respostas hoje em dia ou é porque perdeu algum ente querido, ou porque está passando por qualquer dificuldade existencial, mas raramente pela busca da Verdade em si.
 
No fundo muitos começam a acreditar em algo que até então caçoavam como ocorre com muitos médicos que, desenganados pela medicina tradicional, começam a ir a todo tipo de tratamento, inclusive se sujeitando a operações espíritas das quais caçoavam até então.
 
É o que diz a voz popular que só quando a água começa a bater no queixo a pessoa começa a se mexer.
 
A vida é uma só, mas interligada de vidas na matéria terrena e na matéria fina, só com a alma, e vai indo e voltando e em cada nova vinda vêm as vivências e o resultado das semeaduras feitas na vida anterior, pois se plantou medo vai viver num meio que vai lhe trazer este em abundância e assim em tudo o resto.
 
Quer saber como foram as tuas vidas anteriores? Preste atenção no que mais sentes intimamente nesta vida aqui. Se sente amor e harmonia, plantou isto; se tem muita raiva enrustida a causou muito em outros; se vive numa família atormentada, criou muito tormento em outra.
 
Sente-se um peixe fora d’água nesta? Com certeza se isolou na anterior, como em alguma clausura ou em algum mosteiro na anterior.
Suprimiu a sexualidade de forma antinatural? Vai ter muito problema nesta área, assim como vice versa.
 
Tudo que reprimimos na anterior vem agora como de roldão a nos atormentar.
 
É a lei da reciprocidade em execução e que é ensinada em todas as religiões e tantas vezes repetida por Jesus no ensinamento “O que semeias, colherás”.
 


A lei espiritual da igual espécie nos atrai para os nossos iguais, só que agora chegamos como filhos e na outras fomos os pais, invertendo assim os papéis, e assim fazemos a colheita dos males ou bens causados lá.
 
Esta vivência invertida não é um castigo, mas resultado da lei da atração da igual espécie que por outro lado nos propicia vivenciar que este modo de ser não é justo e com isso vem a oportunidade do aprendizado e com este uma evolução espiritual.
 
Fomos agressivos e injustos então vamos ser atraídos pela lei da atração da igual espécie para pais ou para ambientes familiares que possuem estas características e que nos atormentarão, e assim também se desencadeará a lei da reciprocidade e com ela a oportunidade de aprendizado e de mudança interior.


Com a elucidação o sofrimento toma outra dimensão, muito mais suportável, e com tempo determinado para terminar, dependendo unicamente de cada um, pois com esta mudança interior, e o reconhecimento do modo errado de viver, mudamos, e mudando já se inicia uma nova semeadura que nos levará para fora deste ambiente e à uma nova colheita em algum momento futuro.
 
Com relação ao menino ele consegue chegar a um homem que o coloca em contanto com o seu irmão, que não conseguia se desenvolver também no lado de lá por causa do sofrimento do irmão menor que o segurava aqui na Terra.
 
E dando esclarecimentos a este ele se liberta e o menino entende já em tenra idade o que a maioria de nós passa a vida sem saber ou querer saber, mas que em algum momento tardio vai ter interesse, quando a “passagem” já estiver próxima, mas muitas vezes aí já é tarde demais.
 
O menino volta-se para a mãe que neste ínterim tinha conseguido se livrar das drogas e dão continuidade à suas vidas.
 
É um filme surpreendente, e não poderia deixar de ser, já que tem a assinatura de Clint Eastwood, filmado em 2010/2011, mas que mesmo assim teve muita pouca repercussão.

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“O seu querer, o seu pensar e o seu agir! Tudo toma forma na engrenagem deste mundo. Que o ser humano não o soubesse ou mesmo não quisesse saber, fica por sua conta, é sua culpa. Sua ignorância não altera o efeito.”  Abdrushin em Na Luz da Verdade – dissertação O reino de mil anos – www.graal.org.br