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Hoje, Agora !!!
 
 
                   Há um dado que faz a diferença em qualquer história: a consciência da mortalidade. Se o cidadão assimila a totalidade deste conceito, espontaneamente, proporciona um novo alinhamento em seus sentimentos. As coisas trocam de lugar. Passa-se a dar valor, ao que, realmente tem! Deixa-se de manha! Tem-se pressa em se realizar, em ser feliz, em proporcionar...!!!
                   Agimos como se fôssemos viver para sempre. Ignoramos, solenemente, nossa morte. Adiamos ao máximo o desapego às nossas besteiras... Àquelas mesmas que nos empacam há mais de dois mil anos... Adiamos o inadiável. Priorizamos o imediato, o descartável... O pior de tudo: o CONVENIENTE !!! Tanta gente, ainda, declarando amor, ao bolso do outro...
                   Uma boa parte de nós até pega carona nos bonitos discursos da Nova Era. Mas, da boca pra fora. Só pra tirar onda.. Ou, pra esconder alguma sórdida patologia! No dia a dia, a verdade é bem outra. Na postura, perante o mundo, perante o/a companheira, os filhos, os amigos, no trabalho... desaparecem, misteriosamente, um a um, todos os parágrafos aquarianos.
                   Até certo ponto é normal. Afinal, precisaremos trocar tudo. Então, qualquer vestígio de mudança, ainda que seja, só nas conversas, já é bem-vinda. Começa por aí, mesmo. Um belo dia, o sujeito se vê cara a cara com a essência de tudo, então vai se lembrar das palavras que ele mesmo proferia, mas que eram vazias. A antiga e aborrecida verborragia vai se transmutar em depoimento verídico. Eita! Que imagem linda!!! E isso dá pra constatar no olhar... Dá pra sonhar e viajar... Mas, voltando à Terra, se compararmos o que estamos vivendo no exterior, com o que sabemos que é certo, que é nosso, que é de todos, no interior... facilitaremos, rapidamente, espontaneamente, tudo que possa nos ajustar a esta nova postura.
                   De qualquer forma é bom, quando a conversa é essa, sobre a Nova Era, suas implicâncias, abrangências e, consequências. Há muuuuuuuuuito pra ser discutido, revisto. Ainda vamos bater a cabeça, um bocado, até penetrarmos, holisticamente, nesta fantástica irradiação.
Entretanto, é bom lembrar que somos mortais e não temos controle sobre morte. A vida é hoje. O momento é agora. 
 


 
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Claudio Poeta
Enviado por Claudio Poeta em 01/09/2012
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