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Dona Esperança

Na minha terra tinha uma mulher estranha. Morrava ao lado da solidão e bem perto da derrota.
Os seus olhos eram tristes como a morte e tua pele fria como um gelo.
Ela só saia de casa quando a noite chegava e já não haviam mais pessoas circulando pelas ruas.
Eu curiosa, olhava todas as noite pela janela pra ver a moça passar.
Seu rosto escondido por um lenso que tapava seus cabelos e escondia boa parte d teu rosto.
A moça caminhava sempre só, mas conversando com alguém que ela pensava ser seu copanheiro.
más linguas diziam que ela passeava pel noite com sua própria solidão e que era a solidão que a pertubava pelas ruas.
Nunca entendi porque tanta angustia nos seus olhos e tanta dor nas suas mãos.
Pela janelqa podia ver a moça passando em busca de algo. Talvez em busca da felicidade que morava bem longe, ou do amor que nunca esteve ao seu alcance.
A moça caminhava sempr lenta e triste, mas nunca desistiu da tua procura.
Ninguém nunca entendeu porque ela moça aina caminhava a noite pelas ruas escuras, nem porque ela andava só, nem mesmo porque a moça nunca amou.
Não a conheço, nem nunca a conhecemos.
Seu nome, diz os rumores, Dona Esperança.

Aline Davila
Enviado por Aline Davila em 21/02/2007
Código do texto: T388956

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Sobre a autora
Aline Davila
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 31 anos
180 textos (14413 leituras)
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Aline Davila