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Triste separação.

Estavam lá, eram felizes, brincavam, divertiam; o amor parecia mútuo.
Era lindo de se ver, tal companheirismo despertava inveja, mais ainda porque... O por que ..vocês logo vão entender!
De repente um silêncio...! Ela parece pressentir algo; talvez um cheiro, ou alguém.
O que será que esta acontecendo?
Continuei a observar de longe.
Ambos se levantam, afinal estavam meio que sentados, quase deitados; olha só.. Quase me esqueci... Eles estavam em uma praça muito bonita, fim de tarde, sol se pondo e vários casais enamorados enfeitavam mais ainda o ambiente... mas eles, não.. eles, eram diferentes, eram sinceros, eram verdadeiros! Dava pra perceber!
Até que.. Lembram-se do silêncio?

Então...
 
Era uma menina, menina esta, que não se cansava de olhar pra eles, ela foi se aproximando lentamente e não foi tão discreta quanto eu. Não parava de olhar fixamente em direção aos dois.
Foi uma troca de olhar, uma coisa meio tensa, ela olhava, eles a olhavam e parecia haver certa sintonia entre eles, mas uma menina... ?
O que ela haveria de ter com aqueles dois?
Ou o que a incomodava tanto a ponto de não parar mais de olhar pra eles?

Mais ainda observei:
Ela andava.. lentamente claro, mas de repente parou, (silencio e tensão pairava naquela praça, porém ninguém mais percebia, a não ser eles e eu).

Uma lágrima... Sim uma lágrima. Não me pergunte querido leitor como vi, apenas acredite, que sim, eu vi..., caso não queira, não posso lhe obrigar a acreditar.
Ela se levantou e aproximou-se da menina, Ele de longe as olhava, imagino que em sua mente, não pensava em outra coisa a não ser em levantar rapidamente recolher sua amada e sair dali, afinal, já haviam passeado o suficiente.
Quando ele subitamente tomou essa atitude, já era tarde demais, elas se abraçam e a menina chorava, chorava tão emocionadamente que parecia estar acolhida no colo de mãe.
Ele baixou a cabeça e percebeu que não podia afastá-las novamente, afinal eram muito mais felizes uma na companhia da outra do que ela na companhia dele.
Tristemente foi afastando-se e afastando-se, mostrando-se desolado e infeliz... Que pena, não foi ele que a viu nascer, não a viu crescer, apenas a encontrou perdida.
Foi numa noite fria e chuvosa, chorando ardidamente como que pedindo socorro.
Como seu coração era bom, ele a acolheu, cuidou, alimentou, mas não era seu dono. Afinal uma cadela tão bonita e tão carinhosa jamais poderia ser apenas mais uma... dessas que infelizmente já vivem na rua. Ela tinha uma “mãe” ou uma amiguinha, e que também sofria sua ausência nas buscas sem resposta.

Ele a perdeu, mas fez com que ela se achasse, reencontrando sua verdadeira dona.
sofhia
Enviado por sofhia em 23/02/2007
Código do texto: T390672

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Sobre a autora
sofhia
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 36 anos
11 textos (833 leituras)
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sofhia