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         Como está tudo em jogo, não posso sequer passar perto, dar um tchauzinho, uma piscadinha... pra a insegurança crônica, que sempre me atropelou a vida. Sinto-a em meu rastro, pronta pra dar o bote, assim que eu vacilar.
         Mesmo com, apenas, o vento da arte soprando a meu favor, todos os outros contra, tenho que caminhar neste fio estreito de meu sonho, ainda que, ocasionalmente, banhado em lágrimas. Sem qualquer semelhante pra conversar, pra trocar energia. Meu diálogo é com a natureza, com a floresta, a passarada, os miquinhos e o soberano e acolhedor M A R ...
         Sim, uma companhia luxuosíssima, concordo. Não substitui o calor humano, mas, sem dúvida alguma, inspira. Sensibiliza, enternece. O ser humano anda violento demais, em todos os sentidos. Pra mim, dificílimo de lidar, de interagir até nas situações cotidianas, básicas. Sinto-me, cada vez mais, estranho. Alienígena autêntico, com identidade revelada !!!...!!!
         É, exatamente, esta estranheza que me faz continuar apostando em meus projetos artísticos, todos, literalmente, voltados para o mesmo foco: a evolução da espécie, através da sensibilização desencadeada pela arte. O palco a serviço da luminosidade. A poesia traduzindo a harmonia da Grande Melodia! A inspiração servindo de guia pelo caminho novo da inclusão. Nossos presídios já provaram que a exclusão não funciona. Ao contrário, gera monstros prontos para devorarem a sociedade inteira...
         O que estamos precisando, de fato, é de orientação, não de punição. Precisamos de caminhos verdadeiros, só para variar. De enganação com o intuito de dominação, estamos fartos, cansados, desgostosos... Ligeiramente, revoltados! Só a verdade poderá nos unir e nos restituir à condição de humanos.
         Eis um resumo do acredito e que está impregnado em minha obra. Todo o meu ser está voltado para o mesmo ponto. Nada quero pra mim. O que espero é conseguir manter meu idealismo, todo voltado para o desenvolvimento espiritual/energético coletivo, dentro dos padrões de dignidade.





O final, em poesia, no link abaixo:

http://claudiopoetaitacare.blogspot.com.br/2012/10/nenhuma-piscadinha-inimaginavelmente.html
 
 
 
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Claudio Poeta
Enviado por Claudio Poeta em 24/10/2012
Código do texto: T3948980
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