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amor inconveniente

   Maria, Maria, como tu és perfeita, para você não existe eu, somente nós, seja pela manhã, quando levanta mais cedo para me preparar o café com todo carinho, o pelo resto do dia, que está sempre preocupada comigo.
Maria, tu não esquece nenhum aniversário, e sempre pensa em uma surpresa singela. Como tu és perfeita Maria, eu posso contar-lhe tudo, todos os meus problemas, até mesmo os pequenos, que de tão insignificantes nem chegam a ser um problema, ainda assim me escuta, com esse olhar terno, e se for grande, e se tu não souberes uma resposta, não importa, está do meu lado, para não me deixar sozinho. Maria, se não fosses minha amiga, eu me casaria contigo, mas o meu coração Maria, esse já foi invadido, eu não queria, lhe juro, mas  o que se pode fazer.
   
   Quando deito, quando fecho os olhos, eu penso é na Beatriz, como és bela Beatriz, quando meus olhos avistam os teus, teus olhos negros Beatriz, eu me sinto longe, fora do estado da razão, e como é bom Beatriz, que importa se não sentes o mesmo. Não, não importa teus pecados, serão todos perdoados, basta me olhar daquele jeito, você sabe, pois só você sabe, quando me olha, e eu me sinto o centro, não do mundo, pois esse planeta é pouco para te conter, talvez a Via Láctea, o centro da Via Láctea, onde cada estrela se apaga, um pouco, quando lanças teu olhar ao céu. São teus olhos negros Beatriz, seus negros olhos como o escuro do universo, na verdade Beatriz, seus olhos parecem o universo, infinito, e quando olhamos, sempre se perguntamos, o que tem escondido nesses pontinhos brancos.

   Que importa se me ignora, não sempre, isso não, apenas de vez em quando, são pequenas coisas Beatriz, como quando esqueces que vai me encontrar, ou quando não se importa com o presente que te dei naquela manhã especial, sabe, aquele dia em que nós nos conhecemos, pense bem, você se lembra. Beatriz, hoje é um dia especial eu nasci nesse dia, eu que sou tua vida, minha existência que é toda sua, nasceu nesse mesmo dia, o que fizeste para mim, esqueceste? Não importa, só tens que me olhar daquele jeito, você sabe, Ah... Beatriz!

   Maria, porque me olhas assim, como se estivesse perdendo alguma coisa, parece que me quer dizer algo, por favor Maria, se for sobre a Beatriz não conte, não sei porque tanto implicas com ela, se tu sabes que ela é minha vida, meu ideal maior. Porque ideais Maria, não se engane, não pode escolher, mesmo os grandes idealistas acabaram caindo na luta quase sem querer. E o amor Maria, esse ideal é mais traiçoeiro ainda, pois não funciona com a razão, é com o cheiro, o tato, é puro instinto Maria, se pudesse, Ah se eu pudesse Maria!, eu lhe abraçaria , eu abraçaria esse sentimento que me é tão conveniente, mas o problema, o nosso problema Maria, é o amor! Esse bendito amor que é tão inconveniente.
 
maicon fran
Enviado por maicon fran em 03/03/2007
Código do texto: T399676

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Sobre o autor
maicon fran
Sangão - Santa Catarina - Brasil, 39 anos
30 textos (1196 leituras)
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maicon fran