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Procuro por você


O homem possui o livre-arbítrio para escolher entre o bem e mal, mas nem todos têm a mesma sorte em suas escolhas!
Eu não tive escolha. A mim escolheram!
Entre ruas imundas, úmidas e escuras corri feito louco para fugir daquele monstro que amaldiçoou minha alma soltando-me na eternidade sem a menor piedade. Exausto desisti! Entreguei-me. Nem supliquei por clemência. Deixei-me dominar. Deixei-me entregue e aceitei a verdade...Desejava mesmo a vida eterna. Queria sentir o gosto do poder. Queria voar. Dominar. Conquistar o mundo.
Queria uma mulher! Que a mim julgava um inútil. Um fraco! Hoje a mim chamam de demônio. Sou eu um demônio que aos mortais atormento.O demônio que o mundo aterroriza.
Esse sou eu! O monstro da noite! Cruel e impiedoso vago solitário na penumbra das noites, sob neblinas frias atravesso séculos a sua procura, minha amada, Helena! Nas madrugadas Invoco seu nome num grito ecoante que aos céus atravessa horripilando qualquer ser vivo da terra. Não me ouves! Ou não queres ouvir! Ouça-me em nome das profundezas e da escuridão que nos tornará eternamente felizes! Suplico-te! Ouça-me...
Ah minha doce e amada Helena! Por onde andarás meu grande e único amor?
Minha meiga e deliciosa presa, tão linda estavas, ali, sentada no píer apreciando a lua numa hora imprópria para uma jovem indefesa e amada como você. Não resisti. Desci e a olhei, olho no olho entrei. Então pude ver sua alma atormentada, e no brilho dos mesmos olhos o desejo, que me seduziu de imediato, estavas tão vulnerável naquele momento que me estimulou ainda mais a sugar a saliente veia que a mim se insinuava. Exalava de seu pescoço um cheiro sedutor e dominador, que jamais se dissipou...O gosto da sua boca antes do inesquecível momento, atormenta esse gélido corpo sem alma. Não houve luta. O que houve foi uma dança, para você pobre mortal um tanto sinistro, talvez, mas a mim a atmosfera levemente sombria e angustiante, era de uma sensação única, de pura sedução. Entregas-te a mim o corpo e sua alma condenei pra sempre a vagar junto a minha. Eternamente te amarei. Eternamente serás minha. Não importa onde estejas. A encontrarei, e novamente do seu doce sangue saborearei. Renovarei-me.
Sinto me infeliz por não tê-la encontrado, ainda... Mas, contudo, as lembranças de suas doces palavras já amenizam essa imensurável dor que trago comigo. O que torna menos doloroso esse coração morto vivo é saber que o tempo é meu aliado, para continuar a busca, já que tenho a eternidade em minhas mãos. E quando encontrá-la meu amor, o paraíso em que vivem esses tolos e ignorantes mortais se tornará um inferno diante da destruição que virá. E nós, procriaremos e dominaremos sem a menor compaixão!
Marta Rodriguez
Enviado por Marta Rodriguez em 07/03/2007
Código do texto: T404713


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Sobre a autora
Marta Rodriguez
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Marta Rodriguez