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Confissões de um escritor metódico


Recentemente duas pessoas, uma de minha família e a outra do grupo de amigos mais próximos, mostraram-se idênticos quanto à opinião a respeito do meu estilo particular de elaborar os artigos e crônicas. Segundo eles, profundos conhecedores do meu trabalho profissional há vários anos, a preocupação exagerada em apresentar redações objetivas, claras, elegantes e concisas, levam-me, automaticamente, a retornar ao passado, quando utilizava o modelo técnico- administrativo, em empresa estatal, caracterizando o texto como bastante formal.
Logo concordei com eles, lembrando-lhes, na oportunidade, o antigo preceito que diz; “o hábito faz o monge”, e isto é uma verdade. Como exemplo, citei o caso dos motoristas de táxis os quais, embora desejam trafegar pela pista da esquerda, retornam de maneira automática à via da direita, onde se encontra o passageiro.
A meu ver a crítica tem procedência porquanto, temendo ferir suscetibilidades dos leitores, jamais empreguei terminologias “popularizadas” mesmo nas crônicas, como; “pra que”, “a gente fica na casa de seu Fulano”, etc...
Tenho plena convicção de que não conseguiria, agora, modificar o padrão de escrita o qual considero minha marca registrada, adquirida com perseverança nesses longos anos de labor.
Outro fator relevante é, sem dúvida alguma, o reconhecimento de alguns admiradores de minha coluna, de característica político- social, intitulada “Conversando com os Leitores” publicada há nove anos no jornal Folha Democrática do município de Paty do Alferes, da Região Sul- Fluminense do estado do Rio de Janeiro.A aceitação do público leitor tem sido demonstrada através do respeito, credibilidade e confiança, condições ratificadas pela ausência de sequer um direito de resposta, até esta data.
Agradeço a DEUS pela oportunidade de participar do quadro de Escritores do Recanto onde, além de estar adquirindo experiência, convivendo com redatores de grande capacidade intelectual e proprietários de contextos diversificados, venho recebendo inúmeras mensagens de valorização e parabéns pela qualidade apresentada.
A crítica, quando construtiva, é útil e deve ser acatada com dignidade pelo criticado, o qual envidará esforços visando a  reversão do caso censurado.
Devemos permanecer escrevendo, demonstrando conhecimento de causa e respeitabilidade ao leitor. Isto é fundamental.


Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)
Enviado por Demarcy de Freitas Lobato (Em memória) em 10/03/2007
Código do texto: T407767

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Sobre o autor
Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)
Miguel Pereira - Rio de Janeiro - Brasil, 79 anos
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Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)