Nossas viagens - parte 1

Na minha primeira ida à Madrid, marquei o hotel, mas não tinha a menor idéia de como chegar, sabia que era perto do EL CORTE INGLÊS uma loja imensa de departamentos, muito famosa pela Europa e que era perto da Porta do Sol, bem no centro de Madrid, um lugar bem conhecido, onde os espanhóis se reúnem para protestar contra o governo, para festejar jogos do Real Madrid, enfim, um lugar que pensei ser fácil encontrar.

Pois bem, depois de rodar bastante à procura e sem sucesso, resolvi parar em frente a um guarda, devidamente fardado e perguntei, me esforçando para arranhar um castelhano tupiniquim..

Falei falei e ele nada de entender, de repente me lembrei da tal referência: EL CORTE INGLÊS, aí foi meu erro:

- Fica pierto del El Corte Inglês...

- O guarda me olhou por uns segundos, sorriu e começou a falar em INGLES comigo!!!

- Minhas filhas davam gargalhadas dentro do carro, pois sabiam que eu não entendia nada em inglês e eu olhava para ele tendo que fingir estar entendendo TUDO e pedia silêncio para as duas.

Até que fui embora e continuei perdido...

O guarda pensou que eu queria que ele falasse em inglês comigo...

Foi uma festa!!!

Acabei encontrando o Hotel, parei o carro num estacionamento em uma rua a uns 2 quarteirões de distância, foi onde consegui parar, o trânsito em Madrid é mesmo infernal.

Quando chegamos no hotel descobri que havia vaga na garagem deles.

Aí deixei-os no hotel e fui buscar o carro.

O que seria algo rápido e normal se transformou numa outra aventura em menos de 30 minutos...

Acabei me perdendo, as ruas pareciam todas iguais,,, dei de cara com uma rua que era contra-mão, teria que dar uma volta imensa para voltar até a rua do Hotel.

Andei, andei, direita, esquerda, direita e quando dei por mim estava numa auto-estrada!!!

Pensei:

- Ferrou!! estou perdido agora...

Com muito custo encontrei um retorno e voltei ao centro de Madrid.

Vi um sujeito na rua e parei para tentar me informar.

Parei o carro e perguntei, olhando para o endereço no papel.

O cara se recusava a me dizer alguma coisa, fazia gestos coma mão que não, não e eu fiquei P da vida!!

No final ele conseguiu fazer gestos para que eu entendesse que ela na verdade era SURDO-MUDO!!!

Meu pai, ainda por cima vou perguntar a um surdo-mudo!!!

Rodei bastante, a família estava já preocupada comigo, quando entrei na recepção, suando, cansado e com vontade de rir e de chorar de tanto nervoso.

Essa foi mais uma aventura da família Benício em território espanhol.

Outras ainda viriam, disso ninguém tinha dúvidas.

José Benício
Enviado por José Benício em 23/01/2013
Reeditado em 24/01/2013
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