IMAGEM É TUDO!

Imagem é tudo!

Mas será que é mesmo? Esta máxima colou muito principalmente depois da propaganda em que se diz que a sede não é nada.

Mas podemos ver também esta mesma mensagem por outro lado. De que a imagem pode ser tudo, desde que não seja eternamente falsa. Se a imagem é tudo, o que seria então a sede? Quem sabe sede de razão, justiça, amor, emoção, carinho, compreensão, apoio, perdão.

Se existem tantos tipos de imagem, existem também os mais variados de sede. Mas como então podemos nos garantir de que a imagem é realmente tudo? Se sabemos que em noventa por cento ou até mais, a imagem é falsa, enganosa. Só imagem!

Ora. Assim sendo, que se dane a sede. E viva a imagem.

Aliás, imagem essa que é evitada até mesmo diante do espelho. Porque este sempre pergunta se poderia ter sido feito algo diferente. O que nunca é bom assumir. Esta imagem às vezes nos deixa até mesmo sem lábios para sorrir, porque a imagem não quer.

Outra antiga máxima afirma de que um rei não basta parecer, mas precisa saber ser um rei. E como será que seria na imagem esse rei. No baralho da vida, existem tantos jogos em que os reis são blefes completos. Então, nem o rei escapa da máxima de que imagem é tudo!

Imagem é tudo! E como existem pessoas que se baseiam nesta máxima para viver, forjar seu personagem do dia a dia. Mas quando chega a noite, ou alguma nuvem mais carregada passa por suas cabeças, é hora de esconder a imagem. Porque um súbito clarão poderá mostrar a sombra da imagem que é tudo. Nem sempre e muito menos para sempre, a imagem é tudo. Sempre, há o dia da sombra da imagem.

Mas até lá, imagem é tudo!

E a sede, seja de que tipo for, continuará sendo para esta imagem, nada!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com