O beco

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O beco

Fugi,sim!E não me envergonho!
Mas de que me valeu,pois,fui ter naquele beco escuro,úmido.O ar era pesado e meus pulmões recusavam-se aspira-lo ,pois,tinha a impressão de que absorveria todas as impurezas desta cidade.
Súbito,todos os meus eus me encontraram e me vilipendiaram,apuparam.
Aquele jovem adolescente,de dedo em riste,vociferou:”Raça chucra covarde que não declarou o seu amor àquela jovem dos bancos colegiais! “ Tolo,ela o amava!”
Para onde foi o seu idealismo político,agora que repousa nesta aconchegante poltrona?A dominação foi total,o cerco se completou e minha derrocada era questão de minutos...Ajoelhei-me em frente ao paredão do beco e chorei,chorei todas as dores do mundo e gritei:”Eu sou mero farrapo humano”!
Súbito,as luzes do teatro acenderam e a orquestra encerrou a execução da SINFONIA PATÉTICA...