Desemprego e exclusão

O desemprego no país, fez com que nós parecêssemos meros pedaços de carnes estruturados encima de ossos sem valor ou com o mínimo de valor para satisfazer as necessidades do mercado. Submetemos-nos a abdicar direitos simples por um misero favor, que assim intitulam a troca que é feita. O emprego está tão banalizado que o empregador se ver no direito de se sentir o bom moço, pois ao abrir oportunidade de trabalho pensa está ajudando os pobres.

Na verdade está ajudando o seu próprio bolso, mas pega o gancho do desemprego para elevar seu status diante desse mercado selvagem e cruel, sem o mínimo de pudor pelo capital humano só e somente só uma coisa importa o dinheiro e o poder. Fico abismado como fomos parar no meio dessa alcatéia a beira de sermos estraçalhados por devoradores de carne humilde, onde esperam apenas darmos as costas para estraçalhar nossa matéria frágil e abandonada.

Não podemos ser velhos, pois um corpo cansado não satisfaz as necessidades das empresas, entretanto este corpo debilitado pelo tempo deveria ser assistido pelo órgão publico que também não dá a mínima para essas pessoas que também são gente, mas são tratadas como indigentes ou forasteiros sem rumo à procura de favor. No entanto sabemos que isso é uma mentira e também sabemos que o povo tem poder só que aqueles que dizem ser poderosos tentam derrubar o poder do povo tirando a educação para manipular pobres marionetes sem criatividade para criticar ou lutar pelos seus direitos.

Tiro essas poucas palavras do meu sangue corroído por tanta sujeira presenciada nos meus poucos anos de vida resgatado da favela por uma mão que nunca vi e nem vou ver, mas agora faço da minha fala um grito de socorro na intenção de extrair o olhar publico a essa situação quase sem jeito. Vale a pena ressaltar que ainda existe uma luz no fim do túnel e é por esta claridade que me apego a balançar meu corpo e ao chacoalhar vejo cair estes flancos de justiça em prol de todo tipo de exclusão debilitando nosso país, nosso estado, nossa cidade, nosso bairro, sem previsão de termino.

ZUKER
Enviado por ZUKER em 28/04/2007
Código do texto: T467006
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