Manifesto!


Gostaria de entender por que um ser humano destrói a vida de uma outra pessoa só para conseguir status. Será que a nossa vida sempre será baseada na marca da moda, no estilo da temporada ou no reality show do momento?
 
Vejo com muito pesar os passos que a nossa sociedade tem dado ao logo desses 14 últimos anos. Uma alienação total, revoluções do Facebook, revoltas sem motivos concretos e a adoração de superstars que mais deveriam estar cumprindo pena numa penitenciária de segurança máxima, isso sem contar os estilos culturais sem sentido, mas que faz todo o sentido para a massa, a cada instante mais desprovida de comando e, por isso, de ideais lógicos e positivos a seguir.
 
Sinto falta dos tempos em que, as revoluções por minuto ou as legiões urbanas davam no tom das músicas o desejo da justiça social para com os cidadãos. Observo da arquibancada agora, os direitos que ganhamos com muito sofrimento, na década de 80 do século passado, virarem poeira diante o descaso dos mesmos cidadãos que derramaram o próprio sangue no asfalto para conquistá-los, no tempo em que o brasileiro vivia a política e não fugia dela, como agora. 
 
Faço o manifesto, um manifesto contra o comodismo social, mas sem a anarquia e a balburdia que se prolifera a cada protesto, que mais parece um ringue de luta, não apenas pelos policiais, culpados por sinal, mas também, pelos manifestantes, que não sabem protestar e provocam mais do que reivindicam, num somatório de erros que não tem fim. Humano destruindo humano, vida pondo fim a vida, o essencial ficando de lado, para dar lugar ao mundano. 
 
Ainda há tempo, lute, divulgue, vamos às livrarias, bibliotecas, escolas e faculdades deste país, vamos lutar para lembrar a nós mesmos que podemos ser fortes e que devemos ser aquilo que nascemos para ser, brasileiros, o melhor que existe em todos nós. Cada um fazendo a sua parte hoje fará a correção social a partir da raiz, para que, daqui a 20 anos, nossos filhos e netos digam obrigado àqueles que tiraram o país da alienação social, o grande mal da sociedade moderna.
 
Mauro Veríssimo
Enviado por Mauro Veríssimo em 31/01/2014
Reeditado em 15/03/2018
Código do texto: T4672756
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