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O REI DAS PISTAS
Todos os domingos eram assim: logo cedo eu abria as janelas e contemplava com entusiasmo a natureza. Sentia o cheiro suave que chegava as minhas narinas, era cheiro bom do campo. O coração já palpitava de alegria, mas naquele domingo primeiro de maio não foi assim. Quando olhei para a natureza tudo me pareceu triste; o sol pálido escondido por de trás das nuvens. Logo senti um aperto no coração.
Porém como de costume o meu corre-corre era grande para dar conta das crianças e do almoço. Era tão apressada tal qual um carro de formula um. E era exatamente a corrida que me deixava eufórica e terminar tudo para vibrar com Ayrton Senna .
Lá estava ele que alegria em cada curva parecia magia, quanta mestria e fazia o meu coração tremer na beleza de sua plenitude por sua humildade e acima de tudo o patriotismo (que falava tão alto em sua alma). Não tinha praia e /ou outro programa qualquer que me fizesse  sair antes de assistir aquele show – corrida.
Vê-lo voar como pássaro veloz e tão seguro era um triunfo para mim. Um mestre, um cavalheiro, o rei das pistas. Tinha no olhar uma expressão distante, mas transmitia paz!  Nós lábios havia um sorriso de um doce menino.
Guardei comigo o que senti naquele dia! Quando sou muito ligada a uma pessoa eu sinto se a pessoa está bem ou não, ou se vai acontecer algo. Quando é do meu alcance telefono dou um jeito de ouvir a voz, conversamos um pouco e digo: eu te amo. E na maioria das vezes estão precisando de uma palavra amiga. Nesse caso eu não poderia entrar em contato então comecei a me por aflita e não conseguia ficar em lugar algum. (devido ao acidente anterior com o Rubinho).
A corrida já havia começado eu não me concentrei estava muito ansiosa, podia sentir dentro de mim que algo anormal estava pra acontecer. Na hora do acidente eu fui à cozinha e na hora do impacto dei um grito: Senna! Um desalmado que estava ao meu lado e também assistia  disse-me: estás doida! O teu Senna já morreu - que coisa na hora exata que tu gritaste eu caí sentada no sofá não queria acreditar, comecei a lamentar e as lágrimas rolaram em minha face como cachoeira; eu sabia se eu pudesse teria implorado para que ele não participasse daquela competição, tamanha dor carreguei no âmago por vários dias, demorei para aceitar! E somente hoje que tive coragem de relatar o que aconteceu comigo! Nunca mais assisti uma corrida de formula um e jamais voltarei a assistir. Hoje eu vejo diferente tenho outros conceitos sou nova criatura, pois aprendi a trabalhar este meu lado sensível quanto às pessoas que amo muito.

10/04/14 – Mary Jun
 
 
 
Mary Jun
Enviado por Mary Jun em 04/05/2014
Reeditado em 05/05/2014
Código do texto: T4793849
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Mary Jun
Recife - Pernambuco - Brasil, 55 anos
851 textos (41445 leituras)
1 e-livros (87 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/01/20 20:52)
Mary Jun