Se meu único grito é a crônica que te compõe, então escrevo.
 
Falo de amor somente aqui dentro de mim, pois aprendi a ser razão, defesa perante o mundo.

Renovação, recriação, paixão, novo caminho; tudo o que tenho não me basta.

Um além de mim se faz ausente. Então, sigo o caminho da renovação diariamente para que o reencontre: o além de mim, amor maior, rota que meu coração traçou.

Isso não quer dizer que eu não seja verdadeiro, pelo contrário. É a busca incessante por pureza, sonho e cumplicidade.

Não me faço ausente, apesar de sentir tua ausência.

Sou a obra do teu amor, puro, romântico e cristalino.

Sou o que aprendi com a vida, erros, loucuras e algumas decepções, mas também com amor, verdadeiro amor.

Sou espelho do teu ensinamento, o meu melhor. 

Contradição!

Porque o que me falta é justamente o que me proponho a ser.

E para quê? Para que não culpe o mundo pelos meus erros! A estrada está lá para que eu a siga....ou não.

Caminho de cerejeiras.

Afinal, sou o responsável pelas minhas escolhas.

Centelha de amor é o que sou, um preencher de espaços, amigo e fiel.

Sou um livro inacabado de sonhos sabotados por mim mesmo, aberto a um novo capítulo, sem sabotagens ou atalhos e desvios.

Por enquanto, fecho os olhos e lá está o meu além que traça os movimentos e transforma em arte absolutamente tudo o que vivo.

O além de mim que é a salvação para seguir em frente. 

Um novo capítulo.

Uma nova história.

 
Phellipe Marques
Enviado por Phellipe Marques em 25/08/2014
Reeditado em 25/08/2014
Código do texto: T4936155
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