O CALOR DE UM CORPO ACALANTA A ALMA

José Ribeiro de Oliveira

A vida é bela, se encante com ela e descubra nela a arte de bem viver. Finita seja, mas Deus me proteja, permita que eu veja, meu netinho crescer. Estes dizeres fazem parte de uma canção que fiz e que invoco neste instante, noutra reflexão. Parece-me haver um grande vazio em uma boa parte a humanidade. Vazio de esperança, de perspectiva, de amizade, de contentamento e de contemplação que se parece traduzir no apelo à divindade. Orações, correntes, mensagens de angustias, de súplicas e até de desespero e de desesperança circulam com muito destaque pelas vias de relacionamentos sociais. Por um lado, as pessoas parecem estabelecer uma aproximação mais estreita com Deus, o que é maravilhoso. Por outro olhar, parecem acreditar no Poder de Deus e na força que emana da fé, e isto é uma grande descoberta individual que contamina coletivamente. Mas, na essência dessas manifestações parece existir, pelo menos em algumas delas, um vazio comum que me parece nascer do isolamento das pessoas, que por peculiares fatores minimizam a relação afetiva tradicional, o encontro, a confraternização, a conversa pessoal, o impacto do olhar, o abraço, o aperto de mão, o beijo, o caminhar lado a lado, e se fecham num enorme mundo virtual, de certa forma, mais fácil de ampliação, todavia, sem tirar a solidão. É só para refletir. Hoje é um dia como qualquer outro, mas um encontro pode transformá-lo em único.

Professor José Ribeiro de Oliveira
Enviado por Professor José Ribeiro de Oliveira em 26/08/2014
Código do texto: T4937884
Classificação de conteúdo: seguro