O BEIJO
Crônica de Valdez Juval

Sei que existem inúmeras definições sobre o beijo.
Quis me fazer de preguiçoso e não me importei de pesquisar sobre o assunto.
Nada de filosofia, palavras vãs, significado comum.
Lembrei primeiro que foi com um beijo que Jesus foi identificado perante seus algozes.
O beijo da crucificação de Cristo.
Lástima, tristeza, perplexidade.
Mas o beijo também é sinônimo de amor, júbilo, prazer.
É o princípio do frenesi, do desejo, do encantamento contido entre pessoas que se amam e querem eternizar o verdadeiro amor.
É com o beijo que se confraterniza, pede-se a benção e se abençoa.
Que não escandalizem o gesto, a demonstração eloquente que ele representa, transformando-o em um beijo no asfalto.
Com uma taça de vinho, homenageiem o beijo, brindem as lembranças, os desejos.
Brindem e bebam mesmo que o vinho tenha a aparência de sangue, mas com um fervor contido de respeito e de carinho.
É bom lembrar, desejar.
Não possuir, não ter, também são lembranças de instantes...
E o beijo nos faz rever, sentir.
Triste é lembrar-se do beijo que não foi roubado mas é importante saber que o beijo não tem idade.
(Uma homenagem aos maiores de quarenta).






 
valdezjuval
Enviado por valdezjuval em 17/09/2014
Reeditado em 06/12/2019
Código do texto: T4965706
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