Montanha-russa

Nunca gostei de montanha-russa, me embrulha o estômago só de pensar em todas as suas voltas. Sempre a evitei e, ela nunca foi uma opção de diversão, para mim.

Porém, mesmo fugindo dela, me deparei com a maior montanha-russa de todos os tempos. Fora dos parques e dentro do mundo, ela é a própria vida.

Não sabia que seria assim, não me falaram das descidas, só das subidas ou momentos estáveis. Os altos e baixos da vida também me embrulham o estômago, e a sequencia com que acontecem piora as coisas. Quando o estômago volta a se estabilizar, vem mais uma queda brusca. De repente, mais uma subida e outra queda, sucessivamente. Não dá pra entender os altos e baixos da vida. Mudanças deviam ser só positivas, ou ao menos deviam nos avisar quando algo fosse mudar. Prepararia meu estômago e psicológico para os novos acontecimentos.

Fugi de montanha-russa durante todo o tempo, até perceber que nasci em uma. Sou uma.

A vida não permanece sempre a mesma, meu caro. E ninguém nos entrega um manual de como lidar com cada mudança, tem que aprender na marra. Segurar as náuseas, respirar fundo, segurar o medo dentro de si e soltar um grito que alivie tudo.

Agora, aperte os cintos. Ainda tem muita coisa para acontecer. Muita coisa pra aprender, muito a se surpreender. Com o tempo você fica mais forte, mais atento e mais seguro das coisas. Enquanto isso, só se prepare, não se espante. A montanha-russa tem suas quedas, mas tem suas subidas também, e no final você pode até se divertir. Logo, prepare-se, aproveite, cresça, divirta-se!

Amanda K Abreu
Enviado por Amanda K Abreu em 04/01/2015
Código do texto: T5090340
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