PLANETA CARNAVAL

PLANETA CARNAVAL

Nuvens brancas passaram rápido, o ar quente e seco inundaram o arbóreo celeste. A chuva fina começou a cair, a mudança climática repentina encheu os corações de esperanças... O sopro dos trombones, pistões e clarinetes, e o batuque ensurdecedor dos tambores, a melodia no ar, nos pés dos foliões, dava abertura assim, da maior festa do planeta, são momentos únicos, de muitas lendas e historias de vida, de amor, de encontros e desencontros. Mas agora, até parece que todas as tristezas e mágoas mergulharam nas profundezas de águas negras do esquecimento, surgindo de todos os lugares a infinita alegria, todos os risos afloraram, de bocas alegres e contentes, todos os abraços e beijos, em uma só exclamação: é carnaval!!!

Todos os anos eu digo que esse não vai ser igual aquele que passou, como na imortal marchinha que diz: eu não brinquei, você também não brincou, mas, prometo a Orfeu e a mim mesmo que esse ano vou brincar. Ironia da derradeira aprendizagem. Continuo eufórico, reúno todas as forças e energias restantes, mas... Inexplicavelmente, eu me dispo de todas as fantasias e me reservo ao silencio de minha casa,esquecendo tudo, as vezes, até de mim e da sutileza senil de todos so sonhos que eu vivi, em outros carnavais...

A fogueira momesca queima, o fogaréu cresceu a patamares incrivelmente altos a fumaça se esvai por todos os alaridos e o vento sopra forte levantando a poeira secular dos telhados de muitas glorias e agonias de um passado não tão distante.Estreito a passagem do tunel do tempo, mas mesmo assim eu não te vejo mais, pois ha muito morrestes para esse mundo , para quem sabe, florescer em uma dimensão mais luminosa e cheia de beleza, que seja um mundo novo, onde se dance ainda ao som do samba e das marchinhas alegres e que esse lugar se chame, planeta carnaval.