Pai!

PAI!

Sob a palidez de um luar, de um inverno que não choveu, de uma primavera que não floriu e de um verão que o sol não veio, assim, partistes.. Vejo-me diante de uma infinita estrada, onde tudo é escuro, mas, surge um ponto luminoso, assim como a aurora celeste, que iluminasse por completo o universo e, me trouxesse de volta ao passado, com toda aquela calmaria, onde só existia felicidade, e a tristeza seria como se fosse apenas uma invenção de nos mesmos, ou um senão aparte, orquestrada pela sinfonia da própria vida. Mas, nada te trará de volta nesse dia que é a tua cara, o meu melhor amigo, meu conselheiro, meu repressor, meu amor...

Ah! Como eu gostaria de voltar àquele tempo, porque sei que nos momentos atuais não irias suportar. Não existe essa possibilidade, sei, eu não te esqueci, te guardo no meu coração e te escrevo em minhas lembranças, sempre em agosto, no dia dos pais. Hoje eu sou pai, avô e amo os meus filhos e netos e, gostaria de te dar um abraço, um beijo por cada vez que chamastes pelo meu nome, porque assim, eu estaria te presenteando, por tudo o que representastes para teus filhos. Nunca medistes esforços para socorrer os filhos mesmo quando estavam errados, tu os abraçava e os protegia mesmo que fosse deles mesmos... Agora, não sei se agradeço pelo pai que tive ou se choro por não mais tê-lo. É que não nos acostumamos nunca com as ausências, principalmente em datas tão significativas e quando ela se eterniza e morre no tempo, mas continua viva em nos, em nossos atos e vidas que se equidistância, mas não desaparecem, é que não vemos o amor, mas o sentimos e não é como abraçar uma sombra, amar uma lembrança é sim como respirar, pai... Como és maravilhoso ao ponto de apesar de alguns anos de tua partida, ainda estas vivo e presente em nossas vidas carentes de te, mas saciadas do teu amor. Nos te amamos papai.

Teus Filhos