APENAS DUAS MÃOS

E eu aqui feito o Drummond: "apenas com duas mãos e todo o sentimento do mundo" , me sentindo tão pesada, mais parecendo um “tipo perdido por ai em busca de autores” Assim, vou seguindo a estrada da vida sem atropelar  ninguém, mesmo nesta estrada não havendo nenhuma sinalização ando devagar, ziguezagueando por vezes, não levo nada nas mãos, não tenho pressa, se canso paro, depois do descanso prossigo;  não tenho horizonte, não tenho ponto de chegada, nem a poeira nem o suor do meu rosto me atrapalham, não tenho ninguém a minha espera, não sei nem ao menos o que me aguarda na próxima curva. E se não percebo o dia passar, pouco importa que a semana voe, o mês  acabe e que o ano finde. Eu continuo eu, -
Zélia Maria Freire
Enviado por Zélia Maria Freire em 09/03/2016
Reeditado em 09/03/2016
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