Se é contra a regra é contra a lei

Encenação

O processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, do Brasil é uma encenação mal arquitetada. O Supremo Tribunal Federal entendeu que é lícito o pedido de impedimento da Presidente, mas que esse julgamento tem que ser essencialmente jurídico, sem dar qualquer relevância à qualquer outra matéria acusatória.

Principal erro no processo - Se o julgamento tem que ser jurídico no entendimento da peça protocolada no Supremo, A Câmara dos Deputados Federais é inapta para esse julgamento.

1 - Se não conseguem se expressar corretamente, não entendem a língua, se não entendem a língua, como supor que possam entender os meandros do vocabulário jurídico? Usam um linguajar chulo, grotesco, prova de que, ou têm um vocabulário curto ou é pura falta de talento.

2 - Supondo-se que poder-se-ia argumentar que esses parlamentares possuem assessoria jurídica, é de se supor, com grande possibilidade de êxito, que os parlamentares podem ser induzidos sobre como votar.

Alguém imagina um Tiririca, Romário, Sérgio Reis, entre muitos outros, tenham conhecimento jurídico mínimo para atender a exigência do Supremo?

3 - No julgamento acontecido no dia 14 de abril passado, vários parlamentares disseram explicitamente que estavam julgando politicamente, portanto, em desacordo flagrante com o entendimento e decisão do Supremo Tribunal Federal.

4 - Como o vice presidente é jurista, se diz jurista e é professor de Direito, não deveria ter assinado, como assinou, alguns documentos das chamadas pedaladas fiscais. É, portanto, no mínimo, conivente, comparsa e omisso em alertar a Presidente Dilma Rousseff.

Portanto, esse julgamento é uma fraude, uma farsa, um engodo.

Ser contra o impedimento é uma coisa, ser contra as regras é outra coisa. Ou não?