UMA LOUCA NA RUA

Havia numa determinada cidadezinha uma rua um tanto incomum, nela residia uma família aparentemente normal, até seriam se não fosse um caso que de tempos em tempos acabava por tirar a calma e a tranqüilidade da rua.

Nesta casa residia, entre outras pessoas, uma mulher até elegante, mas que tinha surtos, embora para alguns parecesse e se confirmasse a existência de uma doença, na realidade não se passava de um método para que essa cidadã conseguisse o que bem quisesse com o apoio de todos de sua família.

Era sabido por muitos acerca de sua indôle, mantinha postura de mulher de sociedade, mas possuía em seu linguajar palavras torpes e chulas, o que acabava por desabar sua máscara e mostrar a mulher da vida que tentava disfarçar ser.

Havia altos e baixos em sua vida, a princípio procurava estar com homens de postura e de posição social interessantes, mas com o passar dos anos, o desespero em se ver "doente", "frágil' e sozinha, acabou por fazê-la aceitar o que fosse que lhe aparecesse a sua frente.

A coitada da mulher já se perdia nos milhões de mentiras que inventara com o passar dos anos, se descontrolava quando era "pega" em uma de suas artimanhas, mas para a família tudo passava batido, pois coincidentemente ela passara a ser a pessoa que cuidava de seus pais.

Se uma mulher descontrolada é deixada para tomar conta dos pais, o perigo é iminente, quem pode afirmar se um ou outro "cai" sozinho ou se houve a ação desta pessoa doente?

Bem, o fato é que de tempos em tempos esta senhora surta e em seus surtos, já aconteceu de bater a própria cabeça na parede, no auge da insanidade e descontrole, tudo o que lhe foge do alcance, ela se descontrola e pede ajuda a uma amiga que tem como "hobby" fazer sortilégios, gabando-se por ser muito boa nisto, mal sabe o que a espera no futuro, quem faz o mal o recebe em dobro e quem acoberta a mentira sofre demasiadamente a ira do Santificado Deus.

Continuando com nossa prosa, é curioso uma mulher com capacidade mental duvidosa, atormentada por sortilégios passados, por fantasmas, monstros e mortes, coisas de todas as sortes, ainda assim ser provocante?

Não, pois digo à todos vocês, é no auge da loucura que a sensualidade com toda a sua fúria a torna mais mulher, e aos beijos e abraços, entre mimos, aconchegos e amassos, de repente pede que lhe puxe os cabelos, que lhe faça o que quiser, que lhe dome tal como a uma égua ou qualquer outro animal.

Foi então que após ler o relatório médico, desta enferma que encontra-se internada numa clínica, que seu Psiquiatra (que não convém citar o nome por ética), disse que este caso não tem cura, e o pior, isto acabou se alastrando aos filhos, que criados por uma mulher destas, se transformarão em adultos dementes e delinqüentes (aliás, um deles já o é), mentirosos e capazes de fazerem qualquer coisa soltos na rua.

O cuidado a ser feito?

Cuidado moradores desta ruazinha nesta cidadezinha, a Louca está à solta, é uma gangue, ela e seus filhos são perigo constante, tranquem suas portas, blindem suas janelas e não deixem os cachorros comerem o que os estranhos lhe jogam pela fresta do portão... Pode ser um pedaço do corpo dos pais... Sabe-se lá...

Neste mundo de cão, em que o bom se torna vilão e o bandido vira mocinho, o político não rouba, pega emprestado, os pastores almejam apenas a glória de seus fiéis, vai saber o que devemos ou não fazer.

Jean Miranda
Enviado por Jean Miranda em 14/07/2007
Código do texto: T564345