E quando você está com total vitalidade, a todo vapor, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, transbordando energia por todos os poros, vários projetos em mente e é surpreendido pela doença que sem piedade te nocauteia?

Será castigo dos céus?

Por que logo com você?

A doença não é castigo dos céus, nós a geramos em nosso corpo, por meio de ansiedades, descontroles emocionais, mágoas, desilusões, rancores, displicência na alimentação, sedentarismo, no desprezo aos sinais de cansaço do corpo físico e mental, enfim, nós a cultivamos inconscientemente.

E a enfermidade é um alerta, devemos encará-la não com revolta e sim com a pergunta; o que devo aprender com isso? Em qual momento da minha vida eu gerei isto no meu corpo?

Às vezes precisamos de pausas e a doença aparece para nos alertar sobre esta necessidade.

Com a correria do dia a dia, não enxergamos e não valorizamos certas situações que estão gritando por nossa atenção e é aí que a doença é uma grande aliada para estas reflexões.

Por mais difícil que seja o momento, devemos agradecer pelo aprendizado que a situação nos propicia, sem revoltas e cultivando os bons pensamentos, vibrando positivamente.

Canso de ouvir da boca de religiosos ferrenhos que Deus castiga mandando a doença, não acredito nesta hipótese, parto do princípio que um Pai, jamais castiga um filho o prejudicando, o Pai ensina o filho e o encaminha para o verdadeiro crescimento.

Nós, filhos deste Pai, colhemos as consequências das nossas negligências sejam estas conscientes ou inconscientes.

Por mais difícil que seja, devemos agradecer a doença por ser um instrumento de purificação e mesmo que esta nos ameace a nos tirar de cena desta vida terrena, devemos lembrar que estamos aqui de passagem e como diz a oração de São Francisco de Assis: “ É morrendo que se vive para a vida eterna”. 

 
HILDA STEIN
Enviado por HILDA STEIN em 02/09/2017
Reeditado em 02/09/2017
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