Homem de terno para o segurança

Já recebi alguns elogios que guardo como jóia rara (e são) e recebi muito mais porradas, naturalmente. Mas esse:

"Você, para mim, é como "homem de terno para o segurança": eu respeito. E gosto."

Não só pelo inédito da comparação, mas pela força dela, gostei demais.

Obrigada!

Aproveitando o mote de homens de terno, vi muitos deles esse final de semana, vi gente a paisana, gente fardada e muita autoridade. Vi também muita proteção, muita, muita, muita, mas muita proteção aos do poder, à fama e, aos pequenos, aos que mendigam, nenhuma. Só as de praxe, para evitar transtornos. Mas ainda assim, senti e sinto um orgulho imenso do meu país.

Sou brasileira. Embora tenha sangue de outros cantos, não importa, sou brasileira e amo ser brasileira. Amo o meu país.

E digo MEU de boca cheia, com orgulho, com altivez, com força, com coragem. Não é o governo que faz um povo, não mesmo. É o povo que faz seu governo e, ainda que esteja capenga por essa trilha, tem potencial.

Vivo em um país absolutamente lindo. De riquezas imensas, por mais que já tenha sido vilipendiado. De sol, de gente bonita, que poderiam ser mais belas se tivessem mais comida, mas são belos assim mesmo. Vivo em um país de imensas oportunidades, de liberdade.

E o que ocorre com as pessoas, é o mesmo que ocorre em todo o canto: gente alardeando e repetindo notícias de jornal e não se movendo. Jornal eu leio! Leio mais de cinco antes de começar a trabalhar (porque não aceito informação dirigida), não tenho intenção de decorar desgraça, mas tenho senso cívico. Tenho noção de cidadania. Tenho consciência.

Quem faz um país é o povo. Assim como você conduz a sua casa, seus filhos, sua família, seu trabalho, seu relacionamento.

Quando as pessoas compreenderem que quem bater tem que levar. Que quem acaricia, merece o retorno, que quem faz por si é o próprio ser e não o outro. Quando as pessoas compreenderem que todos juntos podemos o que um sozinho jamais poderá, exceto se for sobrenatural, saber-se-a que mais que reclamar e dar murros em ponta de faca, que falar mal da vizinha, ficar nas intriguinhas por migalhas de amor, resmungar sobre o governo, fazer alarde de uma soberania que não se possui, não nos conduz a nada. Que é preciso ir, em vez de reclamar, que é preciso fazer, antes de pedir, que é justo agradecer, aí talvez tenhamos muitos homens de terno e não será preciso tantos seguranças.