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Ida

Ida

Tenho tanta vontade de permanecer aqui contigo, mas sinto ao mesmo tempo que tenho que partir. Não sou do tipo de cara que desiste fácil sem antes tentar com tudo que pode, não sou um covarde embora desista, tenho que pôr o pé na estrada e ir viver o que me aguarda. Tenho de ir porque não suporto ver você ir, porque sei lá... eu nem sei como ou quando partir.

Pareço aquele menino já moço querendo partir sem saber como dizer a sua velha senhora. Mas a minha situação é outra ainda que parecida, você é mais que uma amiga... e por não saber como ou quando partir e o que dizer, escrevo por achar mais fácil falar da decisão. Desde quando comecei a escrever eu desisti por vezes. Vejo seu semblante onde escrevo, até assim corro o perigo de desistir da ida. Irei, seguirei a jornada em busca de Jah e da salvação, mas me dói tanto deixá-la desamparada com o corpo coberto de perguntas profundas.

Vejo agora em cada letra teus olhos convertidos aos de Lia. É como se estivesse aqui diante de mim a implorar que eu não parta. Vejo agora todo teu corpo sem forças qual abandonado. Mas tenho de ir, há muito a minha frente. Como dói esse peito, oh abandonado! Sinto o mesmo que sente ao ler minhas palavras.

Entenda que preciso me salvar e minha salvação está longe de teu confuso ser, tanto falei sobre Jah, tanto te mostrei meu amor. Eu que estou a partir, estou partido ao meio desde meu coração por vê-la errada sem que iminentemente queira mudar e ser salva. Estou como Titanic a afundar, não posso permitir que tudo em ti seja naufragio, porém você parece querer que seja assim tão triste e ainda mais porque não serei  náufrago contigo.

Você é forte como rochedo já eu sou como água. Por que acumulou e continua a acumular o que resseca os ossos? Isso só golpeia como martelo o que tem de valioso na vida. Princesa infantil sem reinado, tem tudo e nada. Não suporto vê-la perto de mim, presa a mim sem antes entender que quero só teu bem, você não é uma menininha, já é uma mulher até mais vivida que eu. Chega! Tenho que ir, o dia já raia em sol.

Maligna Marinha, minha pouca resistência emocional ou meu grande coração humano não deixa que eu me atreva em pensar demais em você, quando lembro de você sofro, eis o motivo de minha ida sem volta: você e sua inércia em mudar, mudar para melhor viver... e por isso devo ir agora, não posso padecer por você, não dessa forma! Há muito à minha frente. Adeus Maligna Marinha, amo você, mas acho que o certo é ficarmos separados o motivo já bem sabe, adeus!


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Leandro Ferreira Braga
Enviado por Leandro Ferreira Braga em 13/11/2017
Reeditado em 13/11/2017
Código do texto: T6170866
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Sobre o autor
Leandro Ferreira Braga
Fortaleza - Ceará - Brasil, 25 anos
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Leandro Ferreira Braga