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Meu melhor amigo

Eu tive um amigo de verdade daqueles que da gosto de se ver.
Esse meu amigo era uma cachorro,
encontrei lá no morro no meio de um matagal cachorro mestiços lobo difícil de se criar  ainda filhotinho bem pequeninho
com frio e fome.
Então o peguei tratei dei carrinho é de repente  ele se tornou meu amigo
dei ele o nome de coronel.
nesse tempo eu já vivia num rancho pobre que eu tinha
só eu e meu filhinho que minha mulher me deixou quando partiu pro céu
eu fiquei desesperado com a morte de minha mulher  quase perco a cabeça,
mas não existe dor maior que a paixão você tendo em seus cuidados um filho abençoado como eu tinha meu João.
Então no meu ranchinho era eu meu filhinho e meu cachorrinho que eu batizei de coronel
Coronel logo se encorpou cachorro cresce de pressa né?
mesmo ele grande dava gosto de se olhar meu menino e o cão brincando no quintal feito duas crianças dois meninos inocente brincando  ate parecia dois passarinhos  sem azas era lindo de se olhar,
uma tarde, a tarde ingrata não gosto nem de lembrar.
Peguei minha espingarda e sai para caçar por que só assim cominha um pedaço de carne por lá
deixei os dois ali brincando e sair mata a dentro
mata fechada feia escura andei uma pá de horas. A noite caiu de presa
E eu entretido a beça  nem cheguei a perceber de repente uma trovoada relâmpagos riscando  o céu,
foi ai que num assombro num susto ai
-meu Deus  disparou meu coração eu me lembrei de não ter deixado nem um pouco de comida para o coronel
desembestei feito um louco  e as idéia pouco a pouco ia formando a desgraça,
na minha cabeça eu imaginava meu filho estraçalhado pelo coronel esfomeado pela aquela fera de raça.
Fui correndo correndo  caindo pelo caminho pedindo a Deus força para eu chegar em tempo de meu filho salvar.
 A tempestade mais forte trazia um cheiro de morte em vez de mato.
Cheguei no rancho o que eu vi minhas pernas bambearam
Coronel abanando o rabo saindo de casa todo ensangüentado
eu mais que assustado já não pensando em nada com minha arma engatilhada puxei o gatilho sem dó e com raiva  e no estrondo que deu coronel rodopiando cai pertinho sangrando morrendo   nos  pés de eu
Eu estava sego de medo de tudo que eu imaginava  por isso fiz o que eu fiz,
nisso saiu do meu rancho sã e salvo meu filho Inteirinho
E quando olho pro chão  em vez de me abraçar ele saiu em disparada chorando, chorando e se abraçando com coronel ficou ali um tempão
depois me agarrou na minha mão me levou ate a porta ai entendemos tudo direitinho só para salvar meu filhinho daquele grande perigo o coronel tinha matado em luta desesperada uma grande onça pintada.
E eu,
Eu  matei meu grande amigo.
Guilherme tavora
Enviado por Guilherme tavora em 29/12/2017
Reeditado em 04/04/2018
Código do texto: T6211840
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Guilherme tavora
Betim - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
52 textos (2070 leituras)
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Guilherme tavora