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Aline e o tempo

Desculpem-me aqueles que preferem a TV mas na minha opinião, nada é melhor do que o rádio. Companheiro constante das minhas madrugadas insones e manhãs nas quais ler jornal ainda é um exercício muito exigente e os telejornais não começaram, o rádio tem sido minha salvação no período onde minha TV está jurada de morte e funciona enquanto seus precários circuitos e tubo ainda se dignam dar sinal de vida.
E agora tem um ingrediente a mais: Aline. Calma! Aline é a moça do tempo da Rádio Jovem Pan,  da Rádio Jovem Pan, do Jornal da Manhã. Até aí a TV perde para o rádio. Na TV, a moça do tempo está lá, em carne, osso e voz. Por exemplo, tem a Michele Loretto na Globo, musa de um amigo  cujo nome não declararei porque não se denunciam os amigos "voyeur" e a eterna musa minha e de Luiz Fernando Veríssimo a gaúcha porém moreníssima Patrícia Poeta, hoje apenas uma apresentadora do Fantástico, duas componente notáveis da pleiadde de beldades à dar as más notícias de chuvas e frios inoportunos.
Agora, com Aline é diferente ! O grande fascínio que Aline exerce sobre mim é o de não poder ser vista. Quem não é vista, é imaginada. Não sei porque mas acredito que Aline esteja pela faixa dos 25 a 30 anos, quanto muito. A faixa etária vem da audição da voz e uma certa percepção que as rádios nem sempre tem espaço para moçoilas demasiado jovens.
Sem base nenhuma para afirmar, acredito que ela seja morena. Parece que a cor dos cabelos tem alguma relação com os esteriótipos de voz. Uma das melhores narradoras do Brasil atualmente é Luciana Camargo, da Rádio e TV Gazeta, uma negra de voz capaz de arrasar quarteirões. Portanto, Aline deve ser morena e não negra porque o timbre não é característico.
Rádio é interessante e a questão da voz também é! Houve o caso de Vera, a telefonista de uma fábrica onde trabalhei, uma voz de "mezzo soprano" com tendências à contralto que sugeria uma mulher alta, longilínea, pernas longas e bem torneadas à moda da locutoras de partida de avião (nos bons tempos da aviação) que sempre sugeria uma loira lânguida a anunciar um "parta se for capaz" aos passegeiros masculinos.
Na imaginação dos novéis da fábrica, Vera sempre tinha olhos claros, boca úmida, com uma suposta e perversa sensualidade, o que dava um prazer confesso aos que pediam ligações. Ledo engano! Na verdade, Vera era uma mulher conservadora, atarracada, baixinha e obesa, um contraponto à figura construída.
Mais feliz ficava o Marquinhos Ferreira, grande amigo e um soberbo locutor, sempre tido como um homem alto, tendo apenas 1,60m de altura. Segundo ele, que ninguém soubesse de quem era aquela voz, que nutrissem sempre a fantasia de uma figura à Brad Pitt.
A Jovem Pan criou um "site" mostrando , em imagens, os radialistas durante a emissão do jornal. Será que Aline estará lá? Não importa, mesmo se tivesse como, não assitiria às imagens!
Que Aline seja sempre uma idealização! É o grande "barato" do meio radiofônico! Assim, poderemos nos imaginar conversando com o Realli Jr. "às margens do Sena , junto à Maison de la Radio" , ou ouvindo Aline dizer que é bom sair com um casaco pois uma "massa de ar frio" subiu da Argentina! Viva o rádio!
É isso!
André Vieira
Enviado por André Vieira em 30/08/2007
Código do texto: T630426
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Sobre o autor
André Vieira
Piracicaba - São Paulo - Brasil, 53 anos
64 textos (8982 leituras)
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André Vieira