“SOLIDARNOSC”

A modernidade trouxe o medo de um futuro desumanizado, à pecha de introduzir facilidades. Robotizar para libertar. Ora, quem não quer ficar deitado e acionar equipamentos num estalar de dedos, num bater de palmas, num soar de voz?

Houve avanços em todas as áreas do conhecimento que facilitam a vida do ser humano e lhe proporcionam prolongar a vida. No campo das relações humanas, o avanço tecnológico globalizou as cores: os povos descobriram outros povos e tiveram a ideia da diferença entre eles. Mas, certamente a tecnologia da revelação e transmissão em cores causou um grande impacto ao permitir a identificação real das diferenças raciais por todo o globo.

Se bem que a modernidade tenha sido um avanço em muitos aspectos, não o foi na forma de pensar. Ainda a ideia retrógrada do racismo comanda a mente humana. Embora benéfico, o avanço tecnológico objetiva mais o capital que o social.

Para o bem de todos, num esforço de apaziguar, igualitar, tolerar, surge de tempos em tempos um símbolo de convergência mundial. Recentemente, o aperto de mãos entre jogadores de futebol, um negro (senegalês) e um branco (brasileiro-polonês), num gesto gratuito de educação, gentileza e auxílio, em um evento de repercussão global, chamou para si a vez de ser esse símbolo. A sensibilidade do gesto traz um quê de alívio ao mostrar que a humanidade ainda não sucumbiu ao lado sombrio da modernização.

O símbolo é como o final de um filme de ficção científica: deixa uma chispa de esperança para a humanidade. Essa chispa comove, instigando as pessoas a praticarem gestos de fraternidade. É um contágio do bem.

Que nossas mãos multicoloridas se unam num aperto gratuito e fraterno em todos os campos da sociedade.

Rinaldo Saracco
Enviado por Rinaldo Saracco em 03/07/2018
Código do texto: T6380877
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