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"Bolsos".

A vida ultimamente tem se manifestado entre "Vixi's" e "Eita's" sem fim.
Um quero, não quero; "Me dá, se não eu tomo!" Ai de mim!
Ideologias sem propósitos, peitos insuflados, mentes vazias, seres catatônicos e repetitivos, eternos seguidores dos insaciáveis amantes do poder, que não empoderam e empobrecem ainda mais o já empobrecido povo.
Valores, ética, princípios, moral e fé relegados a algum plano que não é mais o terrestre. As almas pagam caro ao alto clero que se ensurdece ao clamor da massa sem maçãs.
Não dá para fazer torta, tendo as mãos vazias e a visão morta, ilusão de um mundo romantizado que nunca houve e jamais haverá.
Cães magros e abatidos almejando ser o pet da madame, mas que voltam ao vômito histórico, mais insólito e infundado apelo por justiça armada. Conselho construtivo de quem jamais construiu nada, indo de encontro a corações desalentados pela violência instaurada.
Oh passado sem presente, que jaz ardendo na fornalha do museu e de mentes indecentes, cobiçosas de poder, sem qualquer bem querer, fantasiados de máscaras de linóleo e discursos vazios de prosa, verso ou lirismo.
Triste cena de seres desnutridos, aplaudindo os empáticos populistas, eternos e novos rufiões da abertura do mercado do medo. Sapateiam um flamenco de acordos estratégicos sobre as fragilizadas estruturas e instituições que outrora mantinham ideais com propósitos e propostas possíveis.
Sinto dó dos servidores ainda probos que serviam, agora são servidos em pratos vazios, sem salário, sem dignidade. Técnicos que sabem, substituidos pelo peculato, sofrem, adoecem e morrem de mãos amarradas, amordaçados, sem ter mais o que fazer.
Quem irá nos defender?
Apenas a imagem altiva e carismática de um Jesus de cimento que, alvejado por tiros, do alto do morro tudo vê, mantém abertos seus braços engessados e acolhedores, ou são apenas mãos cansadas, sem forças para serem postas ao alto, rendidas pelos clamores que não poderá atender?
Esse ano emblemático, anuncia os mesmos nomes, antigos atores com seus velhos scripts, sedimentando suas capitanias hereditárias, cujos jingles trazem novas siglas, porém são as mesmas letras, só mudaram de lugar.
Por traz dessa grande conspiração, que por séculos se espalha feito verme e se propaga feito vírus, não percebem que estrangulando a todos, também à eles faltará um dia o ar. Que a nação mais próspera é aquela cujo povo foi educado, e de políticas sociais apenas precisam saber que existem, mas delas não hão de precisar.

_Rose Paz_
14/09/2018
Rose Paz
Enviado por Rose Paz em 14/09/2018
Reeditado em 03/11/2018
Código do texto: T6448406
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rose Paz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Rose Paz