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Mentiras...,

Mentiras...

Marilda de Almeida

 

Quantos foram os argumentos para que te aceitasse...

E eu no meu desalento, acreditei ou fiz por acreditar.

Talvez incompreendida, mas no desejo de amar me atei ao teu destino, para se cumprir o meu.

 

Mas sua concupiscência limitou o meu sorriso, minha alegria de viver.

Seu coração não desejava um amor e sim uma vida fácil, sem problemas, os quais existe em qualquer ser humano, em qualquer vida a dois.

A luz do dia e a minha presença, não te diziam nada, você me enganou, iludiu-me ao seu bel-prazer.

 

Das suas dores você se esqueceu, pois eu as curei com o meu amor, enquanto você me destruía com suas chantagens e mentiras, que acredito hoje ser sua maneira de se  expressar e viver para

obter vantagens.

 

Hoje critica-me, dizendo que era uma pessoa doente, que ninguém suportaria tê-la ao lado.

Você deve ter amnésia e não sabe, pois quem passou por duas cirurgias e me fazia enfrentar pronto socorro até de madrugada era você e não eu.

 

E, quem me tornou doente foi você, com suas artimanhas e mentiras, que não param de surgir a cada dia e a cada momento.

Se diz poeta, sim, mas daqueles que sabem enlouquecer com suas palavras melodiosas, que enganam, que sugam tudo de bom que existe, nos que acreditam e que esperam o conforto do carinho e do amor.

 

Mas seu delírio, transcende todas as barreiras, para obter o que almejas, não importa o quanto fere e magoa.

Talvez a culpada tenha sido eu, por ter esperado tanto do homem que não és, tentando mudá-lo e esquecendo que ninguém muda ninguém, principalmente pessoas que não tem princípios morais e legais.

 

Quase três anos, mas a mágoa que sinto verte sangue em meu peito, não consegue  perdoá-lo, não pela traição, isso foi até um alívio, mas pelo respeito que eu tinha por mim, pelo orgulho de ser uma vencedora e você  destruiu com a sua ganância, pois não consegue conviver com o brilho de quem está ao seu lado.

 

Deus há de me perdoar por ter tanta mágoa no coração, por eu ter deixado de acreditar no amor do homem por uma mulher.

Eu não sabia que era tão fraco, que o teu poder era o reflexo de quem estava ao teu lado e que se permitia ser usada.

 

Mentiroso, usurpador, sanguessuga, isso que você é, não sabe separar o racional do irracional, qualidades que só existe em pessoas de caráter e hombridade.

 

Marilda, 02/02/2007
Marilda de Almeida
Enviado por Marilda de Almeida em 09/09/2007
Código do texto: T645016
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Sobre a autora
Marilda de Almeida
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 59 anos
72 textos (2504 leituras)
1 e-livros (138 leituras)
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Marilda de Almeida