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Acabou a época de "bandido bom é bandido convertido, não morto"?

Falando seriamente disso, eu peguei essa época... Não generalizando a questão, pois seria injusto com aqueles que são contra isso, e felizmente existe quem repudia essas distorções de crenças. Mas, antigamente ouvia admirado algumas histórias que eles diziam de tais conversões. Chegava a me fazer sentir (apesar de não ser religioso) que a religião tinha um papel importante de resgatar essas pessoas do abandono do Estado. E isso soava mais num projeto social que propriamente um ato religioso, era o amor convertido em ações práticas de atenção com o próximo. Porque eles se preocupavam em reintegrar esse indivíduo abandonado à mercê pela própria pátria "amada".
Hoje fico espantado ao ver como quantidades consideráveis mudaram drasticamente as convicções só porque um rés mortal os converteu à religião do ódio. E novamente, antes de sentir-se enfurecido, lembre-se que não estou generalizando. Estou falando daqueles que dizem seguir a bíblia, mas que agem paradoxalmente aos aprendizados que propagam. É triste ver que o simples fato de alguém dizer "em defesa da família" ou "Deus acima de todos", cega essas pessoas a ponto de ignorarem tudo de ruim nesse ser. E nem vou aprofundar o fato de que no Estado democrático brasileiro, acima de todos, está apenas a constituição cidadã de 1988, que aliás, diz que o Estado é laico. Isso significa que não é permitida qualquer espécie de perseguição às crenças ou ausências de...
Sendo assim, não se conquista um indivíduo pela coerção, pelo grito ou pelo ódio. Se querem devotos, usem a pregação nos lugares adequados. Ousem da retórica, desde que ela seja condizente com o que está nos dogmas que vocês creem.
A pessoa tem o direito de negar tudo. Mas, pode aceitar gradualmente as ideias, desde que sua abordagem tenha feito ela se sentir bem e acreditar na palavra e no amor propagado. Ninguém se sente confortável com alguém que diz as coisas raivosamente e de forma imperativa, com quem sabe (creio eu) das ideias que cultiva, e ainda assim, age de modo completamente antagônico ao que diz crer.
Portanto, não faz sentido chorar ao saber de toda a injustiça e tortura que um cristo crucificado e morto passou, e imediatamente após tão dolorosa comoção, querer (se possível) fazer justiça com as próprias mãos ao portar uma arma de fogo, ou torcer pela execução de alguém. Você pode discordar de tudo o que eu disse, mas, saber que pelo menos tentou refletir já é reconfortante.
Alexandre Alves Porfirio Vieira
Enviado por Alexandre Alves Porfirio Vieira em 26/09/2018
Código do texto: T6459865
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alexandre Alves Porfirio Vieira
Santo André - São Paulo - Brasil, 28 anos
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Alexandre Alves Porfirio Vieira