Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

A VIAGEM-PESQUISANDO A HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS

Estava pesquisando sobre a origem das famílias Nóbrega, Castro, Xavier de Farias, Dantas do século XVII ao século XIX descobri coisas, conheci gente interessante. Descobri que ainda há gentileza, pessoas acolhedoras que abrem suas casas para estranhos, simplesmente por que dizssemos  estar pesquisando sobre a origem das nossas famílias. Claro que a aparência, o discurso contam muito, mas em tempos de malandragem e de gente má que se aproveitam para ludibriar o outro, senti alivio e ao mesmo tempo preocupação.
Fomos visitar cidades do Sertão do Seridó, Souza, Pombal, Catolé do Rocha e Teixeira, na Paraíba. Quando estava lendo os livros de Tombo das igrejas por onde passei senti como que voltando ao passado. A sensação foi muito  boa. Lembrei de um hino que diz “andei por onde Cristo andou, a muito tempo atrás, subir até o Golgota...” , quando o autor do himo visitou Jerusalém. Claro que em proporção menor, mas senti o mesmo sentimento; andei por onde meus antepassados andaram, moraram e fizeram história.
Fizemos o que todo turista faz, tirei muitas fotos, 140 ao todo, mas registramos nossos passos. Saímos de Recife, às 6 horas da manhã da terça-feira 04.09.07, em direção a Souza-PB. Queríamos conhecer o Vale dos Dinossauros. Recebemos na saída do parque uma trova com o título AOS AMIGOS TURISTAS, escrita por um senhor, já idoso, cabelos e barba comprida e branca, de nome Robson Araujo Marques que está no local há mais de 20 anos.

Recife, Recife,
Terra boa, sim sinhô,
Ariano Suassuna,
O seu mais exuberante trovador,
Obrigado por ter vindo,
Sorrindo nos encantar
Turistas, simpáticos assim,
É difícil de encontrar,
Outra vez há de voltar.
O vale dos dinossauros agradece
Robson Marques, uma prece
Por vocês vai orar,
Pedindo a Deus do céu,
Que é onipotente menestrel,
Para sua nobre família abençoar.
                                        Vale dos Dinossauros, 4.9.07-Souza PB

Dormimos em Souza, num hotel chamado Plaza Hotel. Com instalações agradáveis e boas. No dia seguinte fomos ao Catolé do Rocha. Chegando lá, fomos a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios pesquisar nos livro de Tombo da igreja. Depois fomos visitar um local na zona rural, distante 5 km, o Projeto Xiquexique. Um local bonito, cheio de pedras enormes, dentro da paisagem do sertão, numa cena rara, de céu nublado e temperatura amena. Aliás, é quente de manhã e frio à noite, mas há períodos de chuvas.
Fomos para Pombal e lá conhecemos gente muito interessante, acolhedora, e uma história rica, e de certa forma me sinti parte delaquando meus antepassados fizeram história, como a de Leandro Gomes de Barros, cuja comemoração dos 145 anos de seu nascimento, marcados por uma comemoração na cidade. Conhecer a fazenda onde eles viveram, e onde há ricas histórias para contar. Descobri até um liquidificador de alumínio manual.
               A cidade de Pombal tem duas igrejas católicas: a Matriz onde estão a maioria dos documentos e a igreja construída em 1721, em que o Pe.Vicente Xavier de Farias trabalhou antes de mudar com a família para o Teixeira. Na igreja da Matriz há uma galeria com os padres, mas lá não consta o retrato do Padre. Conseguimos pesquisar os livros de Tombo e pesquisar sobre algumas pessoas.
               Fomos visitar a casa da cultura que está localizada onde era antiga delegacia da cidade. Tiramos fotos de vários objetos e lá encontrei dona Lucia de Fátima Formiga Nóbrega, que nos deu algumas informações.
De lá fomos para o Teixeira, uma cidade que fica no alto da Serra do Cariri Velho, 8 km de subida íngreme. É a cidade mais alta do Estado da Paraíba, com cerca de 800 metros acima do nível do mar. Com uma população de 26.000 habitantes.
Chegamos lá, com uma temperatura média de 27 graus ao meio dia, e a noite, a temperatura variou nesses dias de 13 a 17 graus. Quando perguntamos se fazia frio, um dos moradores afirmou que a comemoração da padroeira da cidade é em Agosto, mas por que é muito frio e venta muito, transferiram para Novembro. Um deles afirmou que “ontem fez tanto frio, de bater os dentes”. A cidade fica deserta.
Visitamos a única igreja católica, onde está a estátua da Santa Maria Madalena, doada pelo meu trisavô Jose Antonio de Castro, onde tiramos fotos. Vimos também o local onde está enterrado os restos mortais do Pe.Vicente que foi trasladado para o mausoléu da igreja, em 11 de Abril de 1944, do cemitério local.
Voltamos a Recife no mesmo dia, mas com a sensação de que vamos retornar. Nossas pesquisas ainda não estão completas. Há muito que pesquisar. Andamos 1.250 km, e vimos lugares bonitos para se visitar, que cidades bonitas, pequenas, limpas, sem lixo nas ruas. Vi isso em Pombal, Catolé do Rocha e Teixeira.
Se vier a Paraíba e estiverem a fim de um lugar simples para visitar, não esqueçam o Sertão do Seridó. Ah, mas não esqueçam de visitar Pernambuco, pois tem lugares bonitos para se conhecer, como Triunfo, Caruaru, Taquaritinga do Norte, Garanhuns. Mas lembrem-se, se vierem no inverno não esqueçam de trazer seus agasalhos, aqui também faz frio.
Teofila
Enviado por Teofila em 11/09/2007
Código do texto: T648335

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (citar a autoria de Cristina Nóbrega e o site www.recantodasletras.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Teofila
Recife - Pernambuco - Brasil, 61 anos
143 textos (131738 leituras)
4 e-livros (324 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/17 05:19)
Teofila