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O COMEÇO

A vida é a mesma. Cigarras começaram a cantar  nessa tarde de sol. É o inicio de mais uma primavera, sinto que estou envelhecendo. A cada momento o relógio melancólico dita as horas em minha vida monótona.

Das Minas Gerais, apenas a saudade do meu cachorro, do meu lago e a da minha noite fria. Parece que fiquei horas, dias, meses contemplando e esperando o que dizer naquele momento. Ela entrou pela porta da frente, sorridente como sempre, fitou os meus olhos e disse num tom baixinho que me amava.

Como espumas e bolhas de sabão que flutuam rumo ao desconhecido,  perambulei pelo quarto e pela sala de estar, sem nada dizer. O que ela iria dizer? Talvez, procurava a palavra ou a frase perfeita. Quando ela saiu do chuveiro, tomei-a pelos braços, e com receio da resposta, não tive coragem de insistir no assunto. De repente, ela me olhou e apertou fortemente os meus braços e disse: Estou grávida.  
Osório Antonio da Cunha
Enviado por Osório Antonio da Cunha em 18/09/2007
Reeditado em 18/09/2007
Código do texto: T658108

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Sobre o autor
Osório Antonio da Cunha
Goiânia - Goiás - Brasil, 42 anos
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Osório Antonio da Cunha