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O desencontro fatal.
 
Por causa de umas cartas, perdi um grande amor. Antigamente não havia a facilidade da internet, do celular para se comunicar e até o telefone era mais raro, e o que restava era apenas o correio.
Meu primeiro namorado era meu primo, e enviava as cartas que escrevia para mim, para casa de sua mãe, pois era mais fácil chegar. Eu morava em Minas, na zona rural, e ele estava trabalhando em São Paulo.

E nós tivemos uma briguinha de amor. Escrevi cartas para ele e não obtive resposta, na terceira desisti, se não respondeu era porque não queria mais contato, assim deduzi.  
Eu tenho uma prima, que não ia muito com a minha cara, era muito unida com o irmão e não gostava que mulheres se aproximassem dele. Gostava de tão somente ela ter a atenção dele, e falava sempre que só ia deixar o irmão se casar se gostasse da namorada dele.

Pois bem, o tempo passou, me casei com outra pessoa e já tinha uma filhinha. E um dia por acaso fui na casa da minha tia, mãe dele, e ela que gostava muito de mim, sempre disse que fazia gosto de nosso casamento, me comunica que tinha uma coisa para me entregar. Minha prima havia se casado também, e minha tia disse que quando foi dar uma arrumada no quarto encontrou um maço de cartas, debaixo do colchão de minha prima, todas endereçadas a mim. Meu namorado havia me escrito várias cartas, uma até antes de mim, e pedindo perdão, dizendo que me amava, e que ia se noivar comigo e me trazer para SÃO Paulo. Tive um choque, confesso, como uma pessoa sem escrúpulo pode acabar com a vida de outras pessoas assim, por pura maldade e egoísmo.
E mais ainda, ela fez uma amiga dela e minha se aproximar dele, e se casaram. Foi difícil enfrentar e superar este pedaço de minha história.

Um dia ele foi em minha casa, se encontrar com minha mãe, que estava lá, e contei para ele. Ninguém tinha contado para ele, minha tia ficou com medo da reação dele. Tive a oportunidade de contar, foi um choque para ele também que começou a chorar. Desde então guardamos esta situação meio mal resolvida em nossos corações. Hoje superamos, criamos nossas famílias, o tempo passou, e resta as lembranças, de duas pessoas que já se amaram de verdade um dia. Creio que o primeiro amor a gente guarda para sempre.

Ainda bem que a vida nos dá a chance de amar outra pessoa, refazer a vida. Creio que muitas pessoas já tiveram um desencontro de amor assim, mas eu também fui culpada, porque namorei e casei-me com outro, pensado ter sido abandonada, e depois ele também fez o mesmo. Deveríamos ter dado um jeito de conversarmos, mas confiamos nas cartas. Sem querer eu fui a culpada de tudo, mas quando soubemos da verdade, já era tarde. Ainda guardei por algum tempo aquele maço de cartas que ficaram perdidas...Depois resolvi queimar, e rasgar esta página sofrida de minha vida. Refiz minha vida e apaguei o trauma, e fico pensando, se não teve a mão do destino, não posso reclamar, hoje seu feliz. E A ROSA DE MINHA VIDA É LINDA.

Exercício Criativo 
Para ler mais:
http://encantodasletras.50webs.com/cartaperdida.htmm

 
Norma Aparecida Silveira Moraes
Enviado por Norma Aparecida Silveira Moraes em 08/04/2019
Reeditado em 11/04/2019
Código do texto: T6618377
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Norma Aparecida Silveira Moraes
Suzano - São Paulo - Brasil, 62 anos
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Norma Aparecida Silveira Moraes

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