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Dizem que quando um pombo escolhe a sua cabeça para premiar com suas “merdas” é sorte. Beleza, viu? Sorte é passar 8 horas com aquela meleca grundanhada no cabelo exalando um odor pouco agradável, sem poder fugir dos compromissos, como se nada tivesse acontecido. Cara de Monalisa, intimidade zero com cliente e uma expectativa que salta aos olhos: será que vou ganhar alguma coisa? De repente o telefone toca e é a proprietária de uma loja de essência, em que você comprou e participou do sorteio no Instagram: premiada! Minutos depois, desclassificada por não cumprir os requisitos, diga-se de passagem, nem sabia quais eram.

É feito escolher dia 13 de agosto para testar a superstição de passar debaixo da escada e pimba: os materiais elétricos do técnico da permissionária de energia cairem do céu como se fossem chuva e deitarem diante dos seus pés. Daí você olha pro técnico e sorri, enviando uma mensagem espiritual de stress exorbitante, já adjetivando de tudo enquanto for possível lembrar o conceito para xingamentos. É, mas se está ruim para mim, imagine para ele...

A verdade é que na teoria todo mundo é PHD em suas crenças, limitantes ou não. Surperticões são uma ótima justificativa para o provável diante da factualidade da natureza e porque não da ciência quando a gravidade dita suas regras. O empirismo é tão concreto até que a natureza vem mostrar o seu papel de jogadora fortuita com uniforme criado pelas mãos do homem: hora ou outra rasga, suja, pui.

- Você tem sorte de ter estudado. Talvez o seu futuro não fosse o mesmo. Tem tanta gente na merda - disse o dono da padaria que lavei as mãos, pós incidente com o pombo. Verdade, Pedro! Tenho sorte de não ter aceitado as condições que a vida me impôs lutando todos os dias pra ser diferente num país onde a disparidade social grita ofegante, criando uma distância avassaladora entre duas camadas sociais que ocupam extremos. Tenho sorte de acordar as 6 e dormir as 23 pra dar conta do recado. Mas tubo bem! Bora correr atrás do tempo porque as “merdas “ dos pombos são as menos nocivas. Já as humanas que não descem pelo ralo...

Mas convenhamos que as Moiras (da mitologia grega) não são nada agradáveis com aquele tear com os fios da vida, simbologia assustadora, embora esteticamente, sejam bem delineadas as três figuras. Enfim, se a sorte é o destino, que o meu seja a casa para uma ducha fria. E que as “merdas” alheias não me atinjam! Amém.

 
Mônica Cordeiro
Enviado por Mônica Cordeiro em 14/08/2019
Reeditado em 14/08/2019
Código do texto: T6719958
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Sobre a autora
Mônica Cordeiro
Conselheiro Lafaiete - Minas Gerais - Brasil
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