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ALMA A GOTA D´ÁGUA DA VIDA

A água, meus amigos, é sempre a mesma. Nas geleiras, ela adquire o estado sólido; na torridez dos trópicos, ela ganha o estado gasoso; na sua situação original ela tem o estado líquido, ela tem sempre a mesma composição.
Nos mares, nos oceanos, nas baia, nas enseadas, a água é salgada: nos rios, nos lagos a água é entretanto doce, é amena. Nas fontes onde ela nesce, a água é potável; mas nas poças onde a água para, ela é apodrecida, ela é poluida, ela é estagnada, ela é empodrecida.
Como a água, que é sempre a mesma, eu acho que a alma humana também o é. Quando a alma para nas geleiras da indiferença e da brutalidade ai ela esfria, fica dura, queima.
Quando a alma para na torridez dos trópicos das paixões, ai a alma como a água, se evapora, ela perde o sentido, ela perde o controle, não sabe onde pode parar, fica ao sabor dos ventos, ao sabor das correntes: ela fica ao sabor das paixões. Quando a água, porém, está cristalina nas fontes, ai ela é como a alma, é pura, a alma é todo amor, a alma é toda caridade, a alma é toda generosidade, a alma é toda solidaridade humana. Quando a alma porém se deixa ficar nas beira dos caminhos das tortuosas estradas, onde elas podem estacionar, então a alma ai apodrece, fica poluída; a alma se perde.
Mas se vem do alto ,uma benesse, se vem do alto uma ação, como uma ação química que age em cima da composição da água, eis que a alma se purifica, eis que a alma volta a ser pura, solta a ser sublime. ela veio...e ela há de voltar.
Meus amigos, tudo que é bom, tudo que é belo, tudo que é bonito, tem um custo, custa imensos sacrifícios. O homem, quando precisa ter um bem precioso, quando precisa ter comprar uma propriedade valiosa, ele tem que pagar um preço caro. A alma quando ela tem que adquirir a perfeição, quando ela tem que adquirir os dom sublimes, quando ela tem que comprar as virtudes, ela tem que pagar preços enormes, sacrifícios ingentes para conquistar esse bem, para enriquecer o seu patrimônio espiritual, não deveis regatear este preço, não deveis pensar um instante sequer se deveis pagar um preço alto, um sacrifício, uma dor, um sofrimento, uma angústia, uma aflição. Qualquer que seja o preço, é preciso que ele seja pago por uma coisa muito importante, por uma coisa inalienável que a alma pode adquirir.
Quando precisais ganhar as perfectibilidades, quando precisais ganhar os aperfeiçoamentos, não deveis pensar que isto será possivel conquistar a preço vil, a preço baixo. Não. Tudo isto custa milhões de sacrifícios, holocaustos, custa milhões de dores e sofrimentos.
Mas depois que essa paz é conquistada, depois que a alma adquire este estado virtuoso, então ela olha para trás e vê que o preço que foi pago, foi uma ninharia, foi um quase nada, foi uma importância insignificante, porque , aquela paz não há nada que lhe seja mais caro, aquela paz não há nada com que possa ser trocada.  Então , amigos, se a vossa alma é como a água, embora ela tenha descido pelas corredeiras dos rios, embora ela tenha tombado pelas cascatas, embora ela possa ter parado um instante nas poças dos caminhos, embora ela tenha ficado salgada nos mares revoltos, nos oceanos emcapelados, embora a vossa alma possa ter ficado na ociosidade dos lagos sem movimento, embora a vossa alma possa ter jorrado à toa da fonte cristalina de onde ela provém, é preciso saber que há um momento em que ela tem que voltar ao seu estado natural, à sua composição original, que ela tem que voltar a Deus, porque veio de Deus e a Deus tem que retornar.
Jaubert
Enviado por Jaubert em 05/10/2007
Código do texto: T681414
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Sobre o autor
Jaubert
São Paulo - São Paulo - Brasil, 61 anos
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