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Memorial: (viagem a) Bienal de Pernambuco - Parte II

(Não deixe de ler a Parte I)

Fiquei deslumbrada! Estandes, pessoas. Estandes, professores. Estandes, crianças. Estandes, jogos e brinquedos pedagógicos. Estandes, cds e DVDs. Estandes, livros, livros, livros, livros... Estandes, estandes, estandes, estandes. Gente, gente, gente, gente... Um sonho! Aliás, mistura de sonhos individuais interagindo e concretizando-se coletivamente.

Por onde começar? Para onde ir primeiro? Um conhecido, um abraço. Outro conhecido, outro abraço. Puxa vida, perdi de vista minha companheira de viagem e o restante do pequeno grupo que tinha combinado de permanecer junto. Ficamos somente Jacilda e eu. Ah! E ainda a dúvida: olho tudo e depois volto para comprar ou compro logo o que for me agradando? Sei lá! Que dilema.

Começamos a maratona para valer. Aqui, ali, acolá. O tempo passando, o receio de não conseguir encontrar os livros que havíamos escolhido pelos folhetos das editoras. Um olho nos livros e o outro no relógio para não perder a hora da volta.

Chegamos a Paulus. Comprei quase metade dos livros que trouxe e ainda ganhei – só soube na hora de pagar – uma linda bolsa que serviu para carregar todos eles. Eu não escolhia os livros, eles me atraíam e me escolhiam numa relação de empatia. Eles se insinuavam para mim, pedindo para serem desnudos e explorados em sua essência. A cada título escolhido nessa reciprocidade afetiva, eu folheava ávida suas entranhas em busca do néctar que posteriormente iria alimentar-me.

Hora de continuar a caminhada, pesquisar, conhecer outros títulos. As pernas doíam. Quem mandou ir de salto alto? Os pés queimavam. Bem que eu ainda pensei em levar uma sandalinha na bolsa para a hora “de descer do salto”, mas tinha certeza que não iria sofrer. Resolvemos almoçar para continuar a visitar os estandes e concluir nossas compras. Procuramos a praça de alimentação, nos servimos e agora, mais fortalecidos seguimos o passeio.

Anda pra cá, anda pra lá, um tropeço aqui, um empurrãozinho lá, o cansaço aumentando, o dinheiro acabando, os pés queimando, a sandália apertando, os dedos inchando, a paciência faltando... Enfim concluímos – satisfatoriamente – nossas compras e fomos tomar um café capuccino, muito mais para poder esquentar as idéias sentadas, enquanto esfriava os pés torturados.

Saímos do prédio às 15:50h e pelo caminho fomos encontrando outros colegas que também já estavam indo para o ônibus, afinal combinamos juntar-nos às 16h. Localizamos o motorista. O ônibus? Ai, meu Deus, estava lá lonnnnnnnnnnnnnnnnnnnge! Por falta de local para estacionar mais perto, já que a rua estava repleta de ônibus dos visitantes, tivemos que andar um percurso que me fazia crer que eu chegaria em casa e não chegaria no carro. Mas, enfim, aliviada adentrei no ônibus, guardei a sacola cheia de livros e fui sentar-me numa calçada para esperar os colegas (e meu filho, um amigo dele e minha sobrinha que voltariam conosco ocupando as vagas de algumas pessoas que ficaram no Recife. Não demorou e eles chegaram).

O tempo foi passando, passando, vez ou outra chegava mais um colega. Aos poucos e muito lentamente eles foram retornando. Faltavam ainda duas pessoas. Já estávamos atrasados mais de uma hora e nada! Quase às 17:30h avistamos uma das colegas que estava faltando. E a outra? Nada. Todos aflitos, cansados, desejosos de chegar em casa. O tempo passando. Até que Edivânia resolveu ir procurar a criatura. Segundo ela mesma foi “trotando”, já que não dispunha de cavalo para cavalgar (risos) e não é que encontrou a colega embaixo de uma árvore, esperando para ver se passava algum conhecido? Disse que havia se perdido. Pensa que ela estava nervosa? Nem um pouco, rindo, tranqüila e alegre que só pinto no lixo. Aqui fica uma sugestão para essas duas colegas: caso não tenham celular, peçam emprestado, usem o orelhão, gritem, comuniquem-se, mas respeitem os acordos feitos.

Bem, por conta desse contratempo, saímos em torno das 18h e novamente pegamos engarrafamentos etc e tal. No mais, tudo bem. A volta foi uma grande festa, todos comentando o que viram, o que compraram, mostrando as compras uns aos outros etc. Uma delícia. Depois, mais calmos, alguns cochilaram enquanto outros conversavam.

Paramos em São Caetano para jantar, desta vez foi mais tranqüilo e rápido e seguimos novamente viagem. Chegamos em casa por volta de 23h., muito cansados, mas felizes e em paz.

(Leia a conclusão)
Selma Amaral
Enviado por Selma Amaral em 14/10/2007
Reeditado em 14/10/2007
Código do texto: T694287
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Sobre a autora
Selma Amaral
Arcoverde - Pernambuco - Brasil
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Selma Amaral