Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Um dia, de um ano.

Um dia, de um ano.

Um dia, de um ano, em um planeta surgiu um vírus.
Como todo vírus, invisível.
E com uma particularidade de contaminar os humanos, rapidamente.
Começou, então, esse vírus, a contaminar, primeiro na China e depois se espalhou pelo planeta todo.
E o vírus, chamado por alguns de uma "gripezinha", começou a atingir um patamar assustador de contaminação e mortes.
E, mudou hábitos, mudou conceitos, mudou
a economia.
Acabou com os abraços, os beijos os apertos de mãos.
Fechou shoppings, cinemas teatros.
Interrompeu novelas, programas de auditórios.
Shows.
Fechou o comércio.
As ruas ficaram desertas.
Interrompeu voos, cruzeiros.
Fechou igrejas.
As praias, os parques.
Isolou os habitantes do planeta.
E sobrecarregou hospitais, os médicos, o pessoal da área da saúde.
E esse tal de vírus, invisível, contaminador e mortal, denominado por alguns, só alguns, terráqueos de "gripezinha", começou a desnudar vilões, heróis, canalhas, os que se importavam e os que não.
Os que trabalhavam, doavam, os que roubavam e os que menosprezavam
Ele veio tirar a máscara da alma e colocar a mascara no rosto de todos.
Desnudou a alma, cobriu o rosto.
O vírus da mudança.
O invisível  tornando visível os hábitos.
O invisível tornando visíveis caracteres e dignidades.
Mostrando o Palácio, mostrando o porão.
Mostrando o canalha o ladrão.
Mostrando o prepotente, o imponente, os interessados em eleição.
Mostrando os corredores dos hospitais.
Mostrando a solidão.
Mostrando a desigualdade social.
A favela, a mansão.
O grito, o silêncio.
Mostrando a total vulnerabilidade da multidão.
José Romeu
Enviado por José Romeu em 02/08/2020
Código do texto: T7024441
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
José Romeu
São Paulo - São Paulo - Brasil, 73 anos
1563 textos (86725 leituras)
36 áudios (6627 audições)
2 e-livros (166 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/05/21 21:57)
José Romeu