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Cá estou, esboçando uma cartinha pouco convencional pra deixar registrada, de próprio punho (se é que isso existe), minha indignação com o Cara lá de cima. Perdoar setenta vezes sete? Poxa! Na era da tecnologia e da ausência de olho no olho, não poderia, sem querer ofendê-lo, digníssimo mestre e senhor, rever essa ordem? Quem sabe um perdãozinho choco e murcho ao mês? Doze ao ano?
Não que seja uma surpresa, até onde vai a falta de noção da humanidade, mas convenhamos, receber uma solicitação via rede social para acompanhamento de perfil particular com ameaça, não extrapola a fita de isolamento da conveniência saudável? Abro aspas: “me adiciona agora no zap... Me adiciona agora no seu zap... Me adiciona agora no seu zap ou vou te deletar.” 
Faz esse favor pra mim? Caso contrário, o bloqueio será meu! Euzinha aqui, de corpo, alma e sem divindade. Nem se fosse o Rodrigo Hilbert com a plaquinha de solteiro! Ou a Byoncé me convidando pra ser sua bailarina.
É uma invasão com uso de força e violência psíquica, atreladas a uma falsa ideia de obrigação de liberar o que é seu por direito, em tese, só porque tem um cadastro. E daí se não quiser dividir as informações do perfil? Se for restrito à atividade profissional? Se for apenas para manter dados inovadores de uma mudança de paradigma do mercado e suas exigências? Eu contei até 77, mas queria responder intempestivamente: - Se for por falta de adeus, até logo!
Qual o nome que se dá para a qualidade de quem mantém o autocontrole ativado em momentos de stress e emoção aflorada? Paciência! Isso mesmo! Era o que queria ter, mas enquanto Deus fazia a distribuição dos dons, devo ter me distraído, papeando na fila, olhando as paisagens e acabei perdendo a oportunidade. Certamente foi a primeira prateleira a ficar vazia.
Mas como miséria pouca é bobagem, alguém te inclui no grupo de compras virtuais de lingerie. E durante o dia envia, no mínimo, 80 fotos de produtos, com preços e, abre às perguntas para os potenciais compradores. Que “insanidade virtual” é essa? Como só uso uma marca e não compro este tipo de produto via internet, mas numa loja específica, vou dar linha na pipa. Mas... Dois dias depois... Isso: Dois dias depois... Alvo de todos os nomes bonitos e santificados (ao contrário) em que cabem linhas genéricas para sua mãe, como se cometesse um crime e esperasse o julgamento e sentença: ela saiu do grupo, merece ser punida.
Mas o que norteou essa crônica foi o pedido a Deus, que ainda não respondeu, mas como a esperança é a última que morre, vou aguardar um pouco, quem sabe anda ocupado demais com Fake News?.
Ah! Já ia me esquecendo, o grupo da família também é bem esquizofrênico. Tem o coitado, o decapitado, o degolado, a Santa, o padre, tem até o sósia de Jesus. E Deus, me livra desse mal moderno!!
Como a ordem é soberana, até que se prove o contrário, vou dando de comer ao hackers. Quem sabe, com sorte, não leiloem meus dados! Deeeeuuuussss! Não me ouça! Que assim seja!
Esqueci de dizer: - Se o Senhor estiver muito ocupado, com as invasões diretas que afetam a coletividade ou o Animous e não tiver muito tempo, será que não poderia encaminhar um advogado especialista em direito virtual capaz de acionar a justiça dos homens para que, diante da relevância dos fatos citados, possa suscitar a criação de uma lei, decreto ou resolução que possa retroagir a ponto de legislar que o Wattsapp se torne mera ferramenta de lazer e descontração, eliminando porém, sua função social no âmbito do trabalho? Ninguém merece, receber nas horas tidas como de descanso, uma notificação de: - E aí? Tem a palavra privada na privacidade! Socorro! 
Era só! Obrigada, Dono do mundo e até a próxima. (Que não haja tão cedo, amém!).
Obs. Adorei sua última performance em minha vida! Valeu! É tão bom quando nossas vontades coincidem!
Mônica Cordeiro
Enviado por Mônica Cordeiro em 16/09/2020
Reeditado em 17/09/2020
Código do texto: T7064930
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Mônica Cordeiro
Conselheiro Lafaiete - Minas Gerais - Brasil
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Mônica Cordeiro