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" O Político Popular "


Ah! Que saudade eu tenho do político popular de antigamente!
Conhecí um quando criança, na minha cidade de interior de Minas.
Era pau pra toda obra. Parecia "vara de virar tripas"!
Castrava porco, curava bicheira, tirava cliente de benzedeira!
E costumava dizer sorridente ao meu pai:
O político do povo puxa ladainha, defunto maquia - Pita fumo de rôlo, não conhece mau dia!
Nunca perdeu eleição. Esta rico de doer. "Sacudidinho" de dar gôsto!

Me lembro agora de outro "político popular" da minha cidade de hoje.
Certa vez, fui convidado a acompanhar um amigo, agitador de movimentos populares, para assistir a uma " Ordenha ", feita às sextas feiras, no galpão da prefeitura.
Os tais movimentos comunitários se reuniam com este então prefeito.

Pobre Flamenguinho! Não sei onde ele arranjava tanta têta para ser sugada, e tanto queijo a ser prometido:
Era a ordenha, o sacrifício - O tudo pelo social!
Era uma leiteria, uma padaria e uma carpintaria!
E quanta renuncia, e quanto vigor!

Ontem pela manhã ví a entrevista do "Dr. BACTÉRIA", pela televisão, e observei que este cidadão consegue bactérias até para notas musicais, filigramas de luz e almas paradisíacas.
Este " Monumento ao pânico ", só esqueceu de dizer que o homem é a pior bactéria do planeta. Se for eliminado, a terra reinará em paz!
Confesso que imaginei o mundo dominado por elas. Entrei em pânico!

Fui caminhar um pouco pela feira, para comprar verduras e conversar com os feirantes quase sempre das cidades serranas, que vêm vender os seus produtos.
E não é que o "Candidato Popular" ja estava em plena campanha eleitoral?

Novamente o pânico me engasgou, ao me lembrar do dr Bactéria, ao ver o Candidato Popular apertando mãos, distribuindo abraços, e ao me aproximar observei, desesperado, uma colônia de caspas na sua cabeça: Parecia uma colmeia à procura de uma nova hospedaria!
O seu marketing politico para as proximas eleições, será o não tomar banho, ou pelo menos, não lavar a cabeça!
Quer ganhar no grito e na caspa!

Ameacei um desmaio. Fui salvo pelo tabuleiro de alface, e a sombra de uma kombi que distribui rapadura!
Me reerguí valentemente, porque entendí que desmaiar por caspa, é  amenidade de bicha, multiplicada por gay!
" Nas últimas ", o meu pulmão evoluiu para um grito medonho que não pude dar!
( O grito era monumental! )

Uma alma contagiada pela perplexidade, acossada pela virulência devastadora que contamina o planeta, movimenta o cosmos e agita a memoria quantica!
( Armei o maior barraco cosmico! )

Então eu fiz gritar o infinito!!!

!!!  Flamenguinho!.... Vai tomar...... Um banho!!!!!!!!!!..........!!!



PS.: Não vote em politico com caspa.... No Caráter!



** ... E o Senhor dos Ceus, chamou os boateiros, os Hipócritas, os
enganadores do povo, e  paralizou-lhes  a  língua,  fechou-lhes  os
olhos, e entupiu-lhes os ouvidos!
( Em cemitério Etrusco - l.000 AC ).

   
Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 23/10/2007
Reeditado em 23/10/2007
Código do texto: T706778

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Sobre o autor
Jose Balbino de Oliveira
Vitória - Espírito Santo - Brasil
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