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PERGUNTAS DE JARDIM. (Série Serelepe)

Mamãe e Papai,

Como e porquê foi escolhido o meu nome?

O que mais gosto de comer e qual o lugar da minha casa que mais gosto de estar?

Como gosto de brincar e me divertir?

Relate o significado do meu nascimento para vocês.

Relate uma situação em nossa convivência, que seja repleta de amor e compreensão.


Queridas tias,

Filhos, dizem melhor não tê-los...

Mas, agora já fazem parte da realidade.
Choro e risos ecoam no ar
E a alegria passeia pelos cômodos.
A gente da casa mudou!
E agente mudou de casa.


O pequenino tem esse nome duplo e bastante forte, em razão de carregar consigo o primeiro nome igual ao do seu bisavô paterno, por conseguinte chamava-se da mesma forma o vô, e para homenagear ao pai o Serelepe, como costumo chamá-lo, recebeu o nome de J... E lhe foi agregado C... Imaginem o por quê... Claro! De pura ousadia da mãe.

O que esse Serelepe mais gosta de comer quando está em casa, principalmente no café da manhã ou no lanche da tarde nos fins de semanas e nos feriados, pois é quando passamos mais tempo em casa, é uma iguaria simples e bem brasileira o beiju de tapioca, à moda da parte de cima do Brasil.

E por ainda andar muito grudado na barra da saia da mamãe gosta muito de ficar no lugar mais gosto da casa, durante o dia. Embora, seja uma área muito perigosa a cozinha é sua área preferida. Sobre a mesa grande da cozinha espalha um montão de cacarecos e com as tampas das panelas e colheres-de-pau ele arquiteta suas pistas e garagens para suas motos e carrinhos, dando asas a sua imaginação. É aí que a sua capacidade criadora e cooperativa se mostra grandiosa, visto que entre uma brincadeira e outra desce do seu cadeirão e se oferece a ajudar, é de verdade, por enquanto, um excelente auxiliar na cozinha, até amassa as batatas para o purê! E às vezes seca a sua própria mamadeira. Que se leve em conta os seus 32 meses de vida.

Igual a todo serelepe de sua idade brinca e se diverte: às soltas, correndo, pulando causando sustos e deixando atrás e ao redor de si grande bagunça.

Essa sementinha de Gente chegou em nossas vidas para ficar. O seu nascimento significou muito... Hoje é uma realidade, e para todos é uma alegria.

Ao modo de cada um dos irmãos esse Sementinha, é muito, querido. E, é muita gente lhe querendo com peculiar, carinho. Para uma das meninas o Serelepe significa um dos dias mais feliz de sua vida. Segundo ela: o primeiro dia mais feliz foi o dia em que soube que o Serelepe estava a caminho e o segundo dia mais feliz foi o dia em que a sementinha se apresentou, em forma de gente, ao mundo.

Para uma outra é no seu singular jeito de falar: meigo e doce, que se retrata todo o significado do seu querer pelo pequenino.

Seguro é que quatro irmãs não deixam transparecer de modo mais expressivo seus sentimentos de bem querer a esta criatura linda, entretanto, e com a mais total certeza que significou muito, para elas, o nascimento desse ser maravilhoso, e que o querem com amor.

Para o Amon, pseudônimo que significa Irmão, criação do Serelepe quando começou a pronunciar as primeiras palavras; para esse é a sementinha  nada mais, nada menos que o mais belo de todos os seres.

E segundo a perspectiva da mamãe para o papai o nascimento desse filho é bastante significativo. Amando-o de modo muito, mais muito especial, não disfarça o desejo de que esse Grão em desenvolvimento apresente já todo o seu potencial. Sabe-se, que isso é coisa de pai. Fazer o que? Contudo, é necessário que a razão conscienciosa prevaleça. E sob um prisma melhorado se compreenda e respeite o tempo de cada um.

Entre todos, para mamãe o nascimento do Serelepe significou além do que se possa imaginar, porque esta mãe é assim como podem observar - um todo exagero!   O que se pode realmente chamar de mãe coruja.

É inegável a capacidade de abstração e entendimento dos serelepes hoje em dia, por tanto, necessário se faz que sejam colocados a esses, respeitando-se o nível de entendimento de cada um, as várias situações da vida, as quais, estão sujeitos os seres, principalmente, os humanos. Fazendo-lhes conhecer que em muitas dessas situações há alegrias e contentamento, mas, que, também, existem situações adversas com doenças, dores e separações. No entanto, e nem por isso deixam de existe satisfações para todos, e sobre tudo, que não se pode deixar de ser feliz por conta das contrariedades do dia a dia.

E embora, estando papai e mamãe separados não deixa, em nenhum momento, de prevalecer o amor do papai e o amor da mamãe pelo filho ou pelos filhos.

A situação referencial para este Serelepe onde reinou amor e compreensão em todos e para todos nós foi exatamente o dia 20 de fevereiro de 2005 - O dia D - O dia em que o Serelepe nasceu!!
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 29/10/2007
Reeditado em 13/11/2007
Código do texto: T715055

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 52 anos
487 textos (16627 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento