Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

SOLIDÃO EM MIM

Nunca gostei muito de falar sobre mim, muito menos escrever. Mas a minha vida está a tomar um rumo, que nada mais me resta a não ser isso mesmo: escrever sobre mim, que mais não seja para descomprimir, desabafar...
Nunca me tinha sentido tão mal, tão em baixo como me tenho sentido ultimamente. Eu bem sei que há pessoas com problemas gravíssimos, com certeza piores do que os meus, mas cada um queixa-se daquilo que mais lhe dói e, muito sinceramente, a minha dor é cada vez maior.
O tempo passa e cada vez me sinto mais só... Estou só, mas rodeado por pessoas, estou só numa solidão imensa que parece não ter mais fim.
Familiares, poucos, mas bons! Amigos, poucos! Conhecidos, imensos!  No entanto, ninguém me  preenche este vazio que sinto cá dentro.
Sou, e sempre fui uma pessoa muito afetuosa, que quando gosto apego-me às outras pessoas pelo sentimento, por aquilo que a pessoa me transmite e não por aquilo que me poderá vir a ser útil, por interesses.
Apego-me às pessoas incondicionalmente, sem pedir nada em troca.
Não sou uma pessoa fácil de lidar num primeiro contacto, mas quando me identifico com alguém consigo por me à vontade e dar a conhecer, deixando cair àquela máscara de (como me dizem...) rude, crítico e poucos amigos.
Posso dizer que agora mais do que nunca, não deixo transparecer nada daquilo que sou, quem me conhece sabe, colocando grandes barreiras. Se calhar, deve-se ao fato de ter deixado de acreditar nas pessoas de um modo geral e de, ultimamente ter tido muitas desilusões.
Tenho noção que, neste momento, ninguém (mas ninguém mesmo...) faz idéia do que vai à minha alma, tal não é a minha capacidade em camuflar as coisas. Chego quase a ser um camaleão, que se disfarça conforme o local em que está.
Neste momento, posso dizer que estou no meu local preferido, sozinho no meu quarto, a escrever estas palavras e a chorar como ninguém. Este é o único local onde tiro a máscara e a guardo numa gaveta.
Poucos são aqueles que mesmo ao me verem sorrir, sabem ler nos meus olhos que estou triste por dentro. Poucos são aqueles que o saberão.
Se não amar ninguém nem me sentir amado, querido, perco a minha luz, o meu brilho, a minha força, a minha vontade de respirar.
Vivo para mim e para meus filhos e mais meia dúzia de pessoas, mas não vivo para o Amor, não vivo em função do palpitar do meu coração porque isso é coisa que deixei de sentir.
Neste momento, creio que posso afirmar que um dia alguém me tirou o coração e no seu lugar nem uma pedra deixou, ficou vazio.
Neste momento, posso afirmar que não há ninguém que me consiga surpreender e voltar a fazer palpitar o meu coração, a voltar a por os meus olhos a brilhar de alegria.  Não, há sim alguém que pode mudar tudo isso, pois hoje deparei em meu quarto com uma Bíblia aberta em uma página e nem sei porque resolvi ler a mesma e surpreso li esta mensagem: Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo.
Agora estou a me questionar, será pura coincidência ou um aviso Divino?

Luiz Carlos Rodrigues dos Santos
Enviado por Luiz Carlos Rodrigues dos Santos em 30/10/2007
Reeditado em 30/10/2007
Código do texto: T716065
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Luiz Carlos Rodrigues dos Santos
São Paulo - São Paulo - Brasil
1101 textos (224318 leituras)
40 áudios (76883 audições)
39 e-livros (4243 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/12/17 05:18)
Luiz Carlos Rodrigues dos Santos