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Tempestade

Ventava tanto que as árvores foram despidas,
No chão havia um lindo tapete de folhas.
Nuvens volumosas e escuras se agitavam no céu, anunciando a fúria com que viria a tempestade.
Seus olhos estavam cinza, parecendo refletir a cor daquele dia tão frio.
Mas em seu interior, habitava o sol inundando luminosidade.
A chuva que castiga, que derruba, que coloca tantos ao relento...
A chuva tão desumana, que destrói, que afunda, que afoga...
Essa mesma chuva refresca, fertiliza, ameniza a aridez da terra e de muitas vidas.
Pensar assim tranqüilizava-a – já que impassível perante a natureza, porque não aceita-la como determinação divina?
Determinações dolorosas e injustas?
Inúmeras vezes acontecem fatos que nos fazem sofrer
Mas depois percebemos o aprendizado adquirido.
Os Degraus que subimos na escada de nossa própria evolução.
Pensar assim a fez sorrir.
Havia uma penumbra gostosa, acolhedora em seu quarto.
Teve vontade de sonhar.
Ajeitou-se em seus cobertores.
Calorzinho embalando seu sono que começou a chegar.
Ao dormir, o céu estava azul, muito azul.
E o sol brilhando perene.

Magdala Moreira
Enviado por Magdala Moreira em 05/11/2007
Código do texto: T723813

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Sobre a autora
Magdala Moreira
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Magdala Moreira