Tempestade

Ventava tanto que as árvores foram despidas,

No chão havia um lindo tapete de folhas.

Nuvens volumosas e escuras se agitavam no céu, anunciando a fúria com que viria a tempestade.

Seus olhos estavam cinza, parecendo refletir a cor daquele dia tão frio.

Mas em seu interior, habitava o sol inundando luminosidade.

A chuva que castiga, que derruba, que coloca tantos ao relento...

A chuva tão desumana, que destrói, que afunda, que afoga...

Essa mesma chuva refresca, fertiliza, ameniza a aridez da terra e de muitas vidas.

Pensar assim tranqüilizava-a – já que impassível perante a natureza, porque não aceita-la como determinação divina?

Determinações dolorosas e injustas?

Inúmeras vezes acontecem fatos que nos fazem sofrer

Mas depois percebemos o aprendizado adquirido.

Os Degraus que subimos na escada de nossa própria evolução.

Pensar assim a fez sorrir.

Havia uma penumbra gostosa, acolhedora em seu quarto.

Teve vontade de sonhar.

Ajeitou-se em seus cobertores.

Calorzinho embalando seu sono que começou a chegar.

Ao dormir, o céu estava azul, muito azul.

E o sol brilhando perene.