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Os monstros estão a solta ...

   De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle de Espaço Aéreo) da Aeronáutica, o aeroporto do Campo de Marte é proibido, para alguns modelos de aeronaves, porque "há um rigor maior (na segurança de vôo) para as autoridades". Referindo-se aos ministros federais...
   O brigadeiro deu dois  exemplos de segurança extra para autoridades: o avião do Lula, o famoso "Aerolula", não voa com um dos reversores travados, ao contrário do Airbus da Tam que espatifou-se outro dia matando muita gente ; e os Learjet 35 do GTE (mesmo modelo que caiu no último domingo) também não pousam nem decolam do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Os aviões federais!
   Como assim? Maior rigor de segurança para essa gente? E nós???
Ficamos jogados aos ventos da sorte...  Ficamos trancados em nossas casas, por medo das enchentes, da violência, dos congestionamentos, da vida na cidade grande e um avião cai em nossas cabeças!?!!! Literalmente.
   E nós os "mortais"???? Porquê esse "rigor" não é padrão para o Zézinho da esquina ou para o ladrão de Brasília?
   O preconceito neste país (penso) já não é étnico ou religioso, talvez não seja nem social. É, na verdade, geográfico! Oras, Quem mora em Brasília e, trabalha (para o governo) tem  alguns privilégios restritos aos "queridinhos" do presidente... Pensem nisso! " Maior rigor de segurança para ministros e para o Lula".
    Meu Deus!
    Isso na verdade é um desabafo que faço aos amigos leitores. Peço desculpas por tomar seu tempo com minhas palavras de indignação. Mas hoje, após ler as noticias, fiquei triste por ser brasileiro; Estou triste por saber que as pessoas não são (mas nem um pouquinho!) altruístas (nem com seu povo), não existe amor entre os homens, não são "homens" aqueles que aparecem na tv quando precisam de seu voto.
   Os monstros estão a solta...
   Mas onde vamos nos esconder dos aviões que caem do céu?
Douglas Oliveira
Enviado por Douglas Oliveira em 06/11/2007
Reeditado em 06/11/2007
Código do texto: T725558
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Sobre o autor
Douglas Oliveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 36 anos
32 textos (1622 leituras)
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Douglas Oliveira