Velho pai, pai velhinho, novo pai...

Quando crianças, crescemos com a ideia do pai herói, aquele guerreiro e valente que salva e realiza todos os desejos. O pai é como um Deus no imaginário infantil.
Depois de algum tempo vamos crescendo e conhecendo melhor o pai, percebemos a sua luta, para criar a família, percebemos que ele é um ser humano normal possível de cometer erros, sentir-se cansado, ficar nervoso, reclamar, mas ainda assim o pai é fundamentalmente o amigo que ama educa, que sonha com um futuro bonito para cada rebento.
Ele acompanha de perto a luta do filho em seu desenvolvimento e crescimento pessoal.
A vida vai passando e a velhice chega também para os hheróis . Os cabelos ficam brancos, a pele fica enrugada, o pai fica mais cansado, a memória começa a falhar. Ele já não tem mais aquela robustez e agilidade.
Depois de algum tempo, é ele quem precisa de cuidados, de quem lhe dá as mãos, do filho que lhe de banho, coloque comida em sua boca. Ele agora fala pouco, está meio surdo e enxergando pouco. Não sai mais sozinho e não manda mais nem em sua própria casa. Não tem mais autonomia, mais projetos de vida.
É nesta hora que o velho pai precisa de amor e cuidados. Que tenham paciência com ele e o guie até o fim.
Mas infelizmente nem todo pai é amado na velhice. Muitos filhos pegam a herança do pai, e desejam mesmo é ficar livres, e colocam o velho pai num asilo qualquer.
Muitos pais morrem na maior solidão, mesmo depois de dado a vida pelos filhos.
Feliz do filho que ama e ajuda cuidar do velho pai até o último momento.
FELIZ DIA DOS PAIS COM MUITO AMOR E GRATIDÃO. QUE DEUS ABENÇOE CADA Pai.

Norma Aparecida Silveira Moraes
Enviado por Norma Aparecida Silveira Moraes em 07/08/2021
Reeditado em 07/08/2021
Código do texto: T7315769
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