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D Í Z I M A

D Í Z I M A

O som de pancadas entrou no meu cérebro ainda ressacado, acordei e vi que dormi no sofá da sala, estava vestido como chegara, amassado roupa e rosto, copo com resto de bebida, garrafas, foi uma farra solitária como sempre, o som voltou, era da porta da frente. Fui abrir.
Deparei-me com a visão mais linda que jamais vira, você estava lindamente deslumbrante, diferente, vestido justo vermelho, lindos e brilhantes lábios vermelhos, os olhos felinos e lindamente femininos me ameaçavam sedutoramente, nas mãos cruzadas uma rosa vermelha. Fiquei estatelado, parado com ar de boboca perdi a articulação, foi uma perda total, não me movia nem falava. E, quando me movi parecia um boneco de pano queria ficar de lado e dar-lhe passagem, caí para frente para cima de você, Queria falar como esta surpresa era magnífica, falei gaguejando  “m m m a a  s    o  qqqque é isso?  Co co como? O qqquê? Por aí, finalmente “desculpe, oh! Desculpe.
- Desculpar o que? Falaste, ora desculpar o tolo aqui, todo amassado e ressacado, certamente com “bafo de onça” e suando álcool, desculpa o idiota aqui, que um dia, indiferente a você e egoísta, te trocou por outra, desculpe o cara aqui por ser tão idiota que achou o caminho do arrependimento enchendo a cara sem coragem de ir até a ti. Mas isso eu não falei, só repetia... desculpa, desculpa.
- Olha, disse ela, vim porque soube que estavas só, estavas sofrendo, vim porque afinal, apesar de seres um machista nojento, eu te amo.
Me senti tão pequeno, tão insignificante, era então a humilhação em pessoa.
- Vou me lavar e me trocar, me espere aí, vamos conversar.
No banheiro eu ria a toa, sozinho debaixo do chuveiro, dando uma geral no meu corpo em homenagem aquela criatura que era o meu sonho de vida, Eu ainda não me refizera do choque. Não é toda mulher que perdoa assim, e do nada, de uma ferida tão profunda ao seu orgulho principalmente ao seu sentimento. Eu de uma só tacada feri ambas as coisas. E na minha orgulhosa concepção, inexplicavelmente ela estava aqui, perdoando, sorrindo, e pelo jeito com muito amor ainda no coração..... POR MIM!!
Meu coração batia forte, e eu ainda estava “no ar” não conseguia, devido ao choque de Ela estar aqui, e devido a ressaca de litros de álcool em estômago vazio, acreditar que isto estava realmente acontecendo. Foi aí que tropecei feio, cai senti um estouro, uma claridade e depois .... escuridão total.
O som de pancadas entrou no meu cérebro ainda ressacado, acordei e vi que dormi no sofá da sala, estava vestido como chegara amassados roupa e rosto, copo com resto de bebida, garrafas, foi uma farra solitária como sempre, o som voltou, era da porta da frente. Fui abrir

Supertor4
Torquato
Enviado por Torquato em 16/11/2007
Código do texto: T739471
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Torquato
Maceió - Alagoas - Brasil, 66 anos
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